Justiça dos EUA marca para março de 2027 julgamento sobre fusão da Paramount
Tribunal agendou o julgamento da fusão de US$ 110 bilhões entre Paramount e Warner Bros. Discovery, mantendo a operação suspensa até a decisão final.
Pontos principais
- O julgamento, que analisará possíveis violações antitruste, está agendado para começar em 2 de março de 2027.
- A ação judicial é movida por uma coalizão de 12 estados americanos e pelo Sindicato dos Roteiros dos EUA.
- A operação de US$ 110 bilhões permanece bloqueada judicialmente até o desfecho do processo ou até junho de 2027.
- A Paramount pagará cerca de US$ 7 milhões diários aos acionistas da Warner Bros. devido ao atraso no fechamento do negócio.
- O acordo de fusão prevê multa de US$ 7 bilhões caso a transação seja abandonada após o prazo limite de 4 de junho de 2027.
A Justiça dos Estados Unidos definiu o cronograma para o julgamento que determinará o futuro da fusão entre a Paramount e a Warner Bros. Discovery. A juíza Araceli Martínez-Olguín unificou as ações movidas por uma coalizão de 12 estados e pelo Sindicato dos Roteiros, marcando o início das audiências para 2 de março de 2027. O processo visa avaliar se a transação de US$ 110 bilhões, que criaria um gigante do entretenimento com cerca de 200 milhões de assinantes, infringe as leis antitruste ao promover uma concentração excessiva de mercado.
Enquanto o impasse jurídico perdura, a Paramount enfrenta custos crescentes pelo adiamento. A empresa concordou em pagar aproximadamente US$ 7 milhões por dia aos acionistas da Warner Bros. a partir de outubro, como compensação pelo atraso na conclusão do negócio. Apesar dos desafios judiciais, a Paramount mantém o otimismo, elevando sua projeção de Ebitda ajustado para 2026 e reafirmando o compromisso com a fusão. A operação, que une marcas como HBO, CNN, CBS e Nickelodeon, possui um prazo limite de 4 de junho de 2027, data após a qual as partes podem desistir do acordo sob o pagamento de uma multa de US$ 7 bilhões.
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