Trump desiste de ataques aéreos contra houthis no Iêmen
O presidente Donald Trump optou por não autorizar ataques contra rebeldes houthis, apesar de pedidos da Arábia Saudita e do avanço do grupo no Iêmen.
Pontos principais
- O presidente Donald Trump avaliou ordens de ataque contra os houthis, mas decidiu não prosseguir com a ação militar.
- O príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, solicitou os ataques após o avanço rebelde em direção ao Mar Vermelho.
- A decisão de não intervir foi motivada pelo receio de desestabilizar o estreito de Bab al-Mandab e elevar os preços do petróleo.
- O Comando Central dos EUA havia apresentado opções de bombardeio, mas o governo optou por oferecer apenas suporte de inteligência.
- O conflito já causou cerca de 700 mortes e deslocou mais de 120 mil pessoas, segundo a ONU.
Combatentes houthis intensificaram suas operações militares no Iêmen, avançando sobre posições estratégicas nas montanhas de Taiz e Lahij para isolar a costa do Mar Vermelho. O objetivo do grupo é garantir o controle da retaguarda próxima ao Estreito de Bab al-Mandab, ameaçando rotas cruciais para o abastecimento global de energia. A escalada dos combates já resultou em quase 700 mortes e forçou o deslocamento de mais de 120 mil civis, conforme dados da Organização das Nações Unidas.
Em meio ao avanço rebelde, o presidente Donald Trump decidiu não autorizar ataques aéreos contra os houthis, apesar de solicitações diretas do príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman. Relatos indicam que o governo dos EUA teme que uma intervenção direta possa desestabilizar ainda mais a região e provocar uma alta nos preços do petróleo. Em vez de ataques, Washington optou por fornecer suporte de inteligência e dados de alvos às forças sauditas, que continuam perdendo território no conflito.
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