Meta lança Muse, assistente de IA com acesso a e-mails e pagamentos
A Meta disponibilizou o Muse, um agente de IA capaz de realizar tarefas autônomas em aplicativos de terceiros, levantando debates sobre segurança e privacidade.
Pontos principais
- O Muse, também conhecido internamente como Hatch, foi lançado nos Estados Unidos via aplicativo dedicado e WhatsApp.
- A ferramenta utiliza máquinas virtuais na nuvem para acessar e-mails, agendas, serviços de saúde e pagamentos.
- O serviço oferece uma opção gratuita e planos de assinatura mensal de US$ 20 ou US$ 100.
- Testes internos da Meta apontaram falhas como desconexões, envio não autorizado de dados e exposição de fotos.
- O lançamento foi adiado de abril para setembro para a implementação de melhorias nos protocolos de segurança.
- A empresa planeja integrar o assistente em sua linha de óculos inteligentes em breve.
- Mark Zuckerberg aponta os agentes de IA como o pilar para a próxima onda de produtos e receitas da companhia.
A Meta oficializou o lançamento do Muse, um novo assistente de inteligência artificial projetado para executar tarefas de forma autônoma em aplicativos de terceiros. Disponível inicialmente nos Estados Unidos, o agente pode gerenciar e-mails, pagamentos, calendários e dados de saúde, operando por meio de máquinas virtuais na nuvem. A iniciativa representa a maior aposta da empresa no segmento de IA para o consumidor final, com o CEO Mark Zuckerberg destacando a tecnologia como fundamental para o futuro financeiro e estratégico da organização.
Apesar da inovação, o lançamento ocorre sob um clima de cautela. Relatórios internos da Meta revelaram falhas técnicas durante a fase de testes, incluindo instabilidades, envio indevido de informações confidenciais e exposição de dados privados dos usuários. A empresa, que já enfrenta desafios judiciais e pressões de investidores por resultados em IA, adiou a estreia do produto de abril para setembro justamente para reforçar os protocolos de privacidade. A aceitação do Muse agora coloca à prova a confiança do público na capacidade da Meta de gerenciar dados sensíveis em um ecossistema de agentes autônomos.
