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Ataques houthis contra Arábia Saudita deixam 73 feridos

Ofensiva contra alvos civis e instalações de energia em quatro cidades sauditas marca escalada no conflito e gera promessa de retaliação da coalizão.

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Foto: NYTimes World
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08/09 às 03:01, atualizado 12:15

Pontos principais

  • Ao menos 73 civis ficaram feridos, incluindo mulheres e crianças, em ataques realizados pela milícia houthi.
  • A ofensiva atingiu alvos civis e instalações de energia nas cidades de Abha, Khamis Mushait, Jazan e Najran.
  • Os ataques provocaram incêndios em infraestruturas petrolíferas, segundo autoridades sauditas.
  • O Major-General Turki Al-Malki, porta-voz da coalizão, classificou a ação como uma escalada perigosa e violação da soberania do Reino.
  • O Comando das Forças Conjuntas afirmou que tomará medidas operacionais em resposta à agressão.
  • O grupo houthi, apoiado pelo Irã, confirmou a realização da operação militar de larga escala.

Uma série de ataques realizados pela milícia houthi contra o território da Arábia Saudita deixou 73 civis feridos, conforme balanço oficial divulgado pela Coalizão para Apoiar a Legitimidade no Iêmen. A ofensiva, que atingiu alvos civis e instalações econômicas nas cidades de Abha, Khamis Mushait, Jazan e Najran, incluiu o uso de drones e mísseis, resultando em danos a infraestruturas de energia e causando incêndios em instalações petrolíferas. O Major-General Turki Al-Malki, porta-voz da coalizão, condenou o episódio como uma abordagem hostil e irresponsável, classificando-o como uma escalada perigosa que viola a soberania do Reino. Em resposta, o Comando das Forças Conjuntas declarou que tomará medidas operacionais para retaliar a agressão e proteger a segurança dos cidadãos e residentes no país. O incidente marca um ponto crítico na instabilidade regional, ocorrendo logo após o encerramento de uma trégua de quatro anos que mantinha o conflito no Iêmen sob controle relativo. A milícia houthi, que mantém alinhamento estratégico com o Irã, assumiu a responsabilidade pela operação, descrevendo-a como parte de uma ofensiva militar de larga escala. A retomada das hostilidades diretas entre os houthis e a coalizão liderada pelos sauditas ameaça agravar a crise humanitária no Iêmen, que já contabiliza cerca de 150 mil mortes desde o início do conflito em 2014, segundo dados da ONU. A comunidade internacional observa com preocupação o potencial de expansão do conflito para outras áreas estratégicas do Oriente Médio, dado o impacto direto nas instalações de energia e a promessa de retaliação militar por parte da Arábia Saudita.

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