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Preços globais dos alimentos atingem maior nível desde 2022

O índice da FAO subiu em agosto devido a tensões geopolíticas e condições climáticas adversas que pressionam a oferta mundial de alimentos.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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04/09 às 05:30, atualizado 11:33

Pontos principais

  • O Índice de Preços de Alimentos da FAO alcançou 133,3 pontos em agosto, o maior patamar desde novembro de 2022.
  • O setor de açúcar registrou uma alta expressiva de 11,9% no mês, refletindo a menor produção no centro-sul do Brasil.
  • Conflitos no Mar Negro e tensões entre EUA e Irã impactaram a logística de exportação de grãos e o fornecimento de fertilizantes.
  • Eventos climáticos extremos, como secas na Europa e a influência do El Niño na Ásia, prejudicaram a safra de grãos e óleos vegetais.

Os preços mundiais dos alimentos registraram em agosto o seu nível mais elevado desde o final de 2022, segundo dados divulgados pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). A escalada dos valores é impulsionada por uma combinação de instabilidades geopolíticas e fenômenos climáticos que afetam diretamente as principais regiões produtoras do globo. Entre os fatores de pressão, destaca-se a alta de 11,9% no índice de açúcar, influenciada por uma safra menor no centro-sul brasileiro e preocupações globais com o clima.

A instabilidade no fornecimento de alimentos básicos é agravada por conflitos em zonas estratégicas, como a região do Mar Negro e as tensões envolvendo o Irã, que dificultam o fluxo de exportações e a distribuição de fertilizantes. Paralelamente, condições meteorológicas adversas, incluindo secas severas na Europa e os efeitos do fenômeno El Niño na Ásia, têm comprometido a produtividade de grãos e óleos vegetais. O cenário gera preocupações sobre a segurança alimentar global e a resiliência das cadeias de suprimentos diante de riscos climáticos e geopolíticos persistentes.

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