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EUA fecham acordo para explorar 17 campos de petróleo na Venezuela

Governo Trump firma parceria de 100 anos com a empresa Nabep para explorar campos venezuelanos, garantindo compra de petróleo a preço de custo.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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01/09 às 11:15, atualizado 17:02

Pontos principais

  • O acordo concede à North American Blue Energy Partners (Nabep) a exploração de 17 campos de petróleo na Venezuela por um século.
  • O governo dos Estados Unidos detém 35% de participação na Nabep e possui poder de veto sobre decisões estratégicas da empresa.
  • O contrato garante aos EUA a compra de 20% da produção a preço de custo, além de direito de preferência sobre o restante do volume.
  • Os campos de petróleo envolvidos possuem reservas estimadas em 65 bilhões de barris e eram anteriormente operados por empresas russas e chinesas.
  • Existe divergência diplomática sobre a duração do contrato, com o governo venezuelano citando 25 anos enquanto Washington afirma 100 anos.
  • A parceria ocorre em um cenário de instabilidade política na Venezuela após a detenção de Nicolás Maduro em janeiro de 2026.
  • Analistas apontam riscos jurídicos e questionam a capacidade da Venezuela de elevar a produção no curto prazo.

O governo do presidente Donald Trump formalizou um acordo estratégico para assumir a exploração de 17 campos de petróleo na Venezuela por meio da empresa North American Blue Energy Partners (Nabep). A companhia, que conta com 35% de participação do governo americano e controle sobre nomeações do conselho, terá a concessão dos campos por um período que Washington define como de 100 anos. O pacto assegura aos Estados Unidos a aquisição de 20% da produção a preço de custo, além de garantir preferência na compra do excedente, visando consolidar a predominância energética americana na região. A iniciativa marca uma mudança significativa na exploração dos campos, que anteriormente eram controlados por capitais russos e chineses, e detêm reservas estimadas em 65 bilhões de barris. O anúncio ocorre em um momento de profunda instabilidade política na Venezuela, agravada pela detenção do ex-presidente Nicolás Maduro em Nova York, onde aguarda julgamento para 2027. A medida tem gerado intensos debates sobre a soberania venezuelana e críticas de especialistas que apontam para possíveis práticas neocoloniais e riscos jurídicos elevados. Enquanto o governo americano defende a parceria como um reforço da Doutrina Monroe, autoridades locais divergem sobre os termos contratuais, criando um cenário de incerteza sobre a viabilidade operacional e a duração real do projeto diante dos desafios de infraestrutura do setor petrolífero venezuelano.

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