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EUA e Venezuela fecham acordo de US$ 100 bilhões para exploração de petróleo

Governo Trump investirá em 17 campos estratégicos venezuelanos para garantir segurança energética, gerando controvérsias e expectativas econômicas.

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Foto: G1 Mundo
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30/08 às 08:45, atualizado 13:31

Pontos principais

  • O acordo prevê um investimento de US$ 100 bilhões para revitalizar a infraestrutura petrolífera em 17 campos estratégicos.
  • O governo dos EUA adquiriu participação de 35% na North American Blue Energy Partners (NABEP) para gerir a operação.
  • Os Estados Unidos garantiram direitos de preferência sobre parte da produção e controle majoritário sobre reservas estimadas em 65 bilhões de barris.
  • Analistas estimam que o aumento real na produção de petróleo levará de três a quatro anos para se concretizar devido ao estado da infraestrutura.
  • A medida enfrenta críticas internas na Venezuela e dúvidas de especialistas sobre a viabilidade de curto prazo para reduzir preços de combustíveis.

O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, formalizou um acordo estratégico de 25 anos para a exploração de petróleo na Venezuela. O projeto, que envolve um investimento privado de US$ 100 bilhões, visa desenvolver 17 campos petrolíferos e garantir o acesso americano a reservas estratégicas, em um movimento para reforçar a segurança energética do país diante das tensões geopolíticas e da guerra com o Irã. Como parte da estrutura do negócio, o governo americano adquiriu uma participação de 35% na empresa North American Blue Energy Partners, com o apoio do Pentágono para o financiamento e a logística da operação.

Embora a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, defenda que o acordo será um motor para a recuperação econômica e o bem-estar social, a iniciativa é cercada por ceticismo. Especialistas apontam que a infraestrutura petrolífera venezuelana está severamente deteriorada, o que deve limitar qualquer impacto imediato na oferta global ou nos preços dos combustíveis. Além disso, o sigilo em torno dos termos do contrato gerou desconfiança na população local e questionamentos jurídicos sobre a legitimidade da cessão dos direitos sobre os recursos nacionais, enquanto empresas do setor privado manifestam preocupação com a concorrência estatal direta no mercado.

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