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Mortes por avalanche no Himalaia passam de 1.000 no Nepal e Tibete

O desastre, iniciado em 26 de agosto, deixou 1.003 mortos e milhares de desaparecidos, com foco das buscas em trabalhadores presos em túneis de usinas hidrelétricas.

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Foto: G1 Mundo
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01/09 às 00:45, atualizado 12:33

Pontos principais

  • O balanço oficial da NDRRMA registra 1.003 mortos, sendo 987 no Nepal e 16 no Tibete.
  • Cerca de 3.916 pessoas permanecem desaparecidas em 62 distritos nepaleses.
  • A tragédia foi causada por uma avalanche de gelo e rocha em 26 de agosto na bacia do rio Bhote Koshi.
  • Aproximadamente 600 trabalhadores seguem presos em túneis de projetos hidrelétricos devastados.
  • Mais de 11.000 pessoas foram resgatadas com o apoio de 9.200 militares e ajuda internacional.
  • O governo do Nepal solicitou auxílio da China e da Índia para operações de busca e perícia forense.
  • A polícia local iniciou a coleta de DNA de familiares para auxiliar na identificação das vítimas.

O número de mortos decorrentes da avalanche ocorrida no Himalaia, na fronteira entre o Nepal e o Tibete, atingiu a marca de 1.003 pessoas, segundo dados consolidados pelas autoridades locais. O desastre, que teve início em 26 de agosto de 2026, foi provocado pelo colapso de cerca de 1 km² de material de gelo e rocha na bacia superior do rio Bhote Koshi. O impacto gerou um evento sísmico de magnitude 5,2, resultando em inundações severas que devastaram infraestruturas críticas e áreas remotas, afetando cerca de 1,6 milhão de pessoas nos distritos de Rasuwa e Nuwakot. O boletim da Autoridade Nacional de Gestão e Redução de Riscos de Desastres (NDRRMA) do Nepal confirma que 3.916 pessoas continuam desaparecidas. A prioridade das equipes de resgate, que contam com o apoio de militares e especialistas da China e da Índia, concentra-se em acessar túneis de adução de usinas hidrelétricas, onde se estima que centenas de trabalhadores ainda estejam soterrados sob camadas de lama. Até o momento, 279 operários foram resgatados com vida dessas estruturas, mas a complexidade geométrica dos túneis e o acúmulo de detritos têm limitado a eficácia das operações com drones e maquinário pesado. A crise representa um desafio significativo para a gestão do primeiro-ministro Balendra Shah, que assumiu o poder recentemente. Em resposta à gravidade da situação, o governo nepalês mobilizou 9.200 militares e solicitou cooperação internacional para o envio de especialistas em DNA e suprimentos de emergência, visando acelerar a identificação das vítimas e o suporte às famílias. A população local também tem se mobilizado, arrecadando mais de 5 bilhões de rúpias nepalesas para o Fundo de Assistência a Desastres, enquanto serviços básicos de energia e comunicação começam a ser restabelecidos em setores menos atingidos pela catástrofe.

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