Nepal inicia sepultamento de vítimas de enchente sem identificação
Governo nepalês realiza enterros temporários de vítimas de avalanche, gerando revolta popular por desrespeito a tradições religiosas e falta de estrutura.
Pontos principais
- Autoridades nepalesas iniciaram sepultamentos temporários de corpos não identificados devido à superlotação de necrotérios e riscos sanitários.
- O procedimento inclui coleta de DNA e registro fotográfico para permitir futuras exumações e identificações pelas famílias.
- A decisão provocou críticas de moradores e do ex-primeiro-ministro Baburam Bhattarai, que apontam desrespeito aos ritos funerários hindus.
- Críticos argumentam que o governo deveria ter priorizado a instalação de necrotérios refrigerados em vez de realizar os enterros imediatos.
- Novos deslizamentos de terra na rodovia entre Katmandu e Chitwan dificultam o transporte de corpos e a logística de assistência às famílias.
O governo do Nepal deu início ao sepultamento temporário de centenas de vítimas fatais das recentes enchentes no Himalaia, desencadeadas pelo colapso de uma geleira. A medida, adotada para mitigar riscos sanitários diante da falta de espaço em necrotérios, gerou forte revolta entre familiares e líderes políticos. Críticos, incluindo o ex-primeiro-ministro Baburam Bhattarai, argumentam que a ação ignora tradições funerárias hindus e que o Estado falhou ao não providenciar infraestrutura refrigerada adequada para a preservação dos corpos. Embora as autoridades afirmem que protocolos de coleta de DNA e registros fotográficos estão sendo seguidos para garantir futuras identificações, o clima de tensão persiste. O desastre, que já deixou centenas de mortos e milhares de desaparecidos, continua a ser agravado por novos deslizamentos que isolam áreas críticas e dificultam a assistência humanitária na região.
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