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Nepal inicia sepultamento de vítimas de avalanche sem identificação

O governo nepalês começou a enterrar corpos de vítimas da tragédia no Himalaia antes da identificação oficial, gerando revolta e críticas de familiares.

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Foto: G1 Mundo
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31/08 às 09:16, atualizado 14:32

Pontos principais

  • O sepultamento temporário ocorre no distrito de Chitwan devido à falta de espaço em necrotérios e riscos sanitários.
  • Procedimentos de coleta de DNA, registro fotográfico e numeração foram adotados para permitir futuras exumações.
  • A medida gerou protestos de moradores e críticas do ex-primeiro-ministro Baburam Bhattarai por desrespeito a tradições hindus.
  • Críticos argumentam que o governo deveria ter providenciado necrotérios refrigerados em vez de realizar os enterros imediatos.
  • O desastre, causado pelo colapso de uma geleira, já soma mais de 950 mortes e milhares de desaparecidos na região.
  • Novos deslizamentos dificultam o transporte de corpos e suprimentos, complicando ainda mais a logística de resgate e identificação.

As autoridades do Nepal iniciaram o sepultamento temporário de vítimas das enchentes e avalanches que devastaram a região do Himalaia. A decisão, tomada no distrito de Chitwan, foi motivada pela superlotação dos necrotérios locais e pelo risco de proliferação de doenças, mas enfrentou forte resistência da população. Famílias e lideranças políticas, incluindo o ex-primeiro-ministro Baburam Bhattarai, criticaram a medida por considerar que ela ignora ritos funerários hindus essenciais, sugerindo que o Estado deveria ter investido em infraestrutura de refrigeração para preservar os corpos até a identificação oficial.

Para mitigar os danos causados pela pressa no processo, o governo afirmou que todos os corpos passam por coleta de material genético, registro fotográfico e numeração de referência, visando facilitar a futura exumação e entrega às famílias. O cenário é agravado pela instabilidade climática na região, onde o colapso de uma geleira na fronteira entre o Nepal e o Tibete deixou mais de 950 mortos e milhares de desaparecidos. A logística de identificação e resgate permanece prejudicada por novos deslizamentos que bloquearam rodovias estratégicas, isolando áreas atingidas e dificultando o acesso das equipes de assistência forense aos locais das tragédias.

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