Correios projetam pior prejuízo da história com R$ 5,5 bi no semestre
A estatal registrou prejuízo de R$ 5,5 bilhões no primeiro semestre de 2026 e deve superar a perda recorde de R$ 8,5 bilhões alcançada em 2025.
Pontos principais
- Prejuízo no primeiro semestre de 2026 cresceu 30,4% frente ao mesmo período de 2025.
- Governo federal prevê aporte de R$ 6 bilhões para a estatal no orçamento de 2027.
- Plano de reestruturação incluiu o desligamento de 6.545 empregados via PDV.
- Aporte de R$ 6 bilhões cumpre cláusulas de empréstimo de R$ 12 bilhões firmado em 2025.
- Especialistas avaliam que medidas de reestruturação são insuficientes diante da concorrência.
Os Correios enfrentam uma crise financeira sem precedentes, acumulando um prejuízo de R$ 5,5 bilhões apenas nos primeiros seis meses de 2026. O resultado, que representa um aumento de 30,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, coloca a estatal em trajetória para superar a perda recorde de R$ 8,5 bilhões registrada em 2025. Para tentar conter o déficit, a empresa mantém um plano de reestruturação iniciado em dezembro de 2025, que envolve a venda de imóveis, redução de custos operacionais e um Programa de Demissão Voluntária (PDV) que já desligou mais de 6,5 mil funcionários. Em paralelo, o governo federal incluiu um aporte de R$ 6 bilhões no Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2027. O repasse é uma exigência contratual de um empréstimo de R$ 12 bilhões obtido pela estatal junto a bancos em 2025, com garantia da União, visando garantir a sustentabilidade da operação diante da forte concorrência no setor postal.
