Déficit de estatais federais atinge recorde de R$ 7,8 bilhões
O rombo das empresas estatais no primeiro semestre de 2026 é o maior da série histórica, pressionado principalmente pela crise financeira dos Correios.
Pontos principais
- O déficit de R$ 7,8 bilhões no primeiro semestre de 2026 superou o recorde anual de 2024, que foi de R$ 6,73 bilhões.
- A crise nos Correios, afetada por queda de receitas e altos custos com pessoal, é o principal fator de pressão sobre o resultado.
- A Instituição Fiscal Independente (IFI) alerta para o risco crescente que a deterioração financeira das estatais impõe ao Tesouro Nacional.
- O governo federal projeta que as estatais permaneçam em déficit até 2030, conforme indicado no projeto da LDO de 2027.
As empresas estatais federais registraram um déficit de R$ 7,8 bilhões no primeiro semestre de 2026, marcando o pior resultado da série histórica do Banco Central, iniciada em 2002. O desempenho negativo já ultrapassa o recorde anual registrado em 2024, evidenciando uma deterioração na saúde financeira dessas companhias. A Instituição Fiscal Independente (IFI) destacou que o cenário eleva os riscos fiscais para o Tesouro Nacional, exigindo atenção redobrada sobre a gestão dessas entidades. O principal vetor da crise são os Correios, que enfrentam desafios estruturais com a queda de receitas e o aumento de obrigações previdenciárias. Em resposta, o governo autorizou a estatal a buscar novos empréstimos e expandir sua atuação para setores como seguros e telefonia. Segundo o projeto da LDO de 2027, a expectativa oficial é de que o déficit das estatais persista até 2030.
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