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Governo Trump firma acordo para controlar 65 bilhões de barris na Venezuela

O presidente Donald Trump anunciou um acordo com a Venezuela que garante aos EUA controle majoritário sobre 65 bilhões de barris de petróleo, gerando forte oposição interna.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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29/08 às 21:30, atualizado 30/08 às 08:31

Pontos principais

  • O acordo foi anunciado por Donald Trump como o maior da história mundial, dobrando as reservas comprovadas dos EUA.
  • A parceria envolve o secretário de Estado Marco Rubio, o secretário de Guerra Pete Hegseth e a presidente interina Delcy Rodríguez.
  • O pacto concede aos Estados Unidos controle majoritário sobre 65 bilhões de barris de petróleo venezuelano.
  • Nicolás Maduro foi deposto em janeiro de 2026 após operação militar americana e está detido em Nova York.
  • O governo dos EUA busca reduzir a pressão sobre os preços da gasolina antes das eleições de novembro.
  • O acordo enfrenta críticas de opositores e aliados linha-dura na Venezuela, que denunciam a medida como uma traição à soberania.
  • A implementação do plano depende da colaboração com um empresário venezuelano controverso, segundo relatos.

O presidente Donald Trump anunciou a formalização de um acordo estratégico com a Venezuela que concede aos Estados Unidos o controle majoritário sobre 65 bilhões de barris de reservas de petróleo comprovadas. Segundo o comunicado oficial, a negociação foi conduzida pelo secretário de Estado, Marco Rubio, e pelo secretário de Guerra, Pete Hegseth, em conjunto com a presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez. Trump classificou a transação como o maior acordo petrolífero da história mundial, afirmando que a medida dobrará as reservas americanas sem custos adicionais para os contribuintes. A iniciativa ocorre em um momento em que a administração americana busca estabilizar os preços da gasolina antes das eleições de novembro.

A transição política na Venezuela consolidou-se após a deposição de Nicolás Maduro em janeiro de 2026, que atualmente encontra-se preso em Nova York. Apesar da tentativa de Delcy Rodríguez de apresentar o pacto como um exercício de soberania nacional, o anúncio desencadeou uma onda de críticas severas dentro do país. Tanto setores da oposição quanto integrantes da linha-dura do governo venezuelano denunciaram o acordo, classificando-o como uma entrega inaceitável dos recursos naturais do país a potências estrangeiras.

Analistas apontam que o governo de transição busca, por meio deste acordo, consolidar sua autoridade e mitigar a pressão exercida pela administração Trump por novas eleições. O plano, contudo, permanece envolto em polêmicas, incluindo a dependência de uma parceria com um empresário venezuelano de perfil controverso. Enquanto o Pentágono ganha uma participação direta na exploração das riquezas petrolíferas venezuelanas, o cenário político local permanece instável, com o pacto sendo visto por muitos críticos como um ponto de ruptura na política interna do país sul-americano.

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