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Falta de dados oficiais dificulta mapeamento de acidentes com entregadores

A ausência de registros que vinculem acidentes à atividade laboral impede a mensuração precisa dos riscos enfrentados por entregadores no Brasil.

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Foto: Época Negócios
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29/08 às 07:00, atualizado 08:45

Pontos principais

  • O Brasil não possui estatísticas oficiais consolidadas sobre acidentes de trabalho no setor de entregas.
  • Registros hospitalares e policiais falham em identificar se a vítima estava em jornada de trabalho no momento do acidente.
  • O Ministério Público do Trabalho aponta que plataformas restringem o acesso a dados operacionais sob alegação de sigilo de algoritmos.
  • Dados do IBGE de 2024 estimam que 485 mil pessoas atuam como entregadores por aplicativo no país.
  • A falta de transparência e de integração de dados impede a criação de políticas públicas eficazes para a segurança da categoria.

O Brasil enfrenta um desafio significativo para quantificar a segurança laboral no setor de entregas por aplicativo, que já conta com cerca de 485 mil profissionais. Atualmente, não existem dados oficiais que permitam identificar com precisão quantos entregadores sofrem acidentes durante o exercício de suas funções, uma vez que os registros de ocorrências raramente vinculam o acidente à atividade profissional. O Ministério Público do Trabalho destaca que a opacidade das plataformas, que alegam sigilo de algoritmos para não compartilhar dados operacionais, agrava a escassez de informações. Embora empresas como iFood e 99Food afirmem oferecer seguros contra acidentes pessoais, a ausência de um sistema de monitoramento integrado entre saúde e segurança do trabalho prejudica a formulação de políticas públicas e a regulação das condições laborais, deixando trabalhadores desamparados em casos de sinistros.

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