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Pesquisador expõe riscos de entregadores de apps após 6 meses infiltrado

Um sociólogo da USP vivenciou por seis meses a realidade de entregadores de aplicativos, revelando um sistema de trabalho precário com risco de vida constante.

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Foto: BBC Brasil
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04/05 às 05:00 · atualizado 08:03

Pontos principais

  • O sociólogo Douglas Alexandre Santos, da USP, atuou como cicloentregador no iFood por seis meses para sua pesquisa de mestrado.
  • A pesquisa etnográfica revelou que o algoritmo dos aplicativos força os entregadores a cometerem infrações e arriscarem a vida devido aos prazos curtos.
  • Santos observou que a cautela no trânsito resultou em perda de entregas e bloqueios temporários, evidenciando que o trabalhador arca com os custos e riscos.
  • Entregadores ciclistas são majoritariamente jovens, negros e de periferias, que veem o aplicativo como uma 'libertação' apesar dos riscos.
  • Empresas como iFood e Amobitec afirmam que não incentivam comportamentos de risco, mas Santos critica a falta de regulamentação específica e ausência de EPIs.

Um pesquisador passou seis meses trabalhando como entregador de aplicativos para investigar as condições laborais da categoria, expondo um cenário de precarização e riscos constantes. O sociólogo Douglas Alexandre Santos, da USP, atuou como cicloentregador no iFood para sua pesquisa de mestrado, revelando que o ambiente de trabalho é caracterizado como "terra de ninguém", onde os entregadores enfrentam perigos diários e são incentivados a cometer infrações de trânsito devido aos prazos de entrega apertados.

Santos observou que a cautela no trânsito resultava em perda de entregas e bloqueios temporários, evidenciando que o trabalhador arca com os custos e riscos. A pesquisa destaca que entregadores ciclistas são majoritariamente jovens, negros e de periferias, que veem o aplicativo como uma 'libertação' apesar dos perigos. Este estudo sublinha a disparidade entre a percepção das empresas de aplicativos, que afirmam investir em segurança, e a realidade vivenciada pelos trabalhadores, criticando a falta de regulamentação específica e a ausência de EPIs.

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