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Inadimplência bancária no Brasil atinge recorde de 4,9% em julho

A taxa de inadimplência bancária alcançou o maior patamar da série histórica em julho, mesmo com a continuidade do programa de renegociação Desenrola 2.0.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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28/08 às 11:15, atualizado 16:02

Pontos principais

  • A inadimplência média total nas operações de crédito subiu de 4,6% em junho para 4,9% em julho.
  • O índice de 4,9% representa o maior patamar desde o início da série histórica do Banco Central, em 2011.
  • No segmento de recursos livres, a inadimplência atingiu 6,4%, enquanto para pessoas físicas o índice chegou a 5,8%.
  • O comprometimento da renda das famílias com o pagamento de dívidas alcançou o recorde de 28,9%.
  • O programa Desenrola 2.0 já realizou 3,6 milhões de renegociações, reduzindo dívidas de R$ 22 bilhões para R$ 4 bilhões.
  • A concessão de crédito total no país recuou 1,6% em julho, totalizando R$ 736,8 bilhões.
  • O governo prorrogou o prazo de adesão ao Desenrola 2.0 até o dia 31 de agosto.

O mercado de crédito brasileiro registrou um novo recorde de inadimplência em julho, com a taxa média atingindo 4,9%, segundo dados divulgados pelo Banco Central. O indicador superou os 4,6% observados em junho, consolidando o maior nível desde o início da série histórica em 2011. O cenário é particularmente desafiador para as famílias, que viram a inadimplência subir para 5,8%, acompanhada por um comprometimento recorde de 28,9% da renda mensal com o serviço da dívida. O segmento de recursos livres, que reflete com maior sensibilidade as condições de mercado, atingiu 6,4% de inadimplência.

O resultado negativo persiste mesmo com a vigência do programa Desenrola 2.0, que busca facilitar a renegociação de débitos. Desde o seu lançamento em maio, a iniciativa já processou cerca de 3,6 milhões de acordos, reduzindo o volume de dívidas de R$ 22 bilhões para R$ 4 bilhões. Diante da persistência dos indicadores, o Ministério da Fazenda optou por prorrogar o prazo de adesão ao programa até 31 de agosto. Analistas do setor financeiro apontam que o cenário é pressionado por juros restritivos e pelo alto endividamento das famílias, fatores que têm levado a uma desaceleração na concessão de novos empréstimos no Sistema Financeiro Nacional.

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