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Concessões de crédito sobem 6,5% em junho e estoque atinge R$ 7,36 tri

Dados do Banco Central mostram alta nas concessões de empréstimos em junho, enquanto a inadimplência no sistema financeiro permanece em patamar recorde de 4,7%.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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30/07 às 09:15 · atualizado 12:03

Pontos principais

  • O volume de concessões de crédito cresceu 6,5% em junho na comparação mensal.
  • O estoque total de crédito no sistema financeiro nacional alcançou R$ 7,36 trilhões.
  • A taxa de inadimplência média atingiu 4,7%, o maior nível da série histórica iniciada em 2011.
  • Para pessoas físicas, a inadimplência manteve-se em 5,6%, enquanto no crédito livre chegou a 7,6%.
  • A taxa média de juros do crédito livre para famílias subiu para 64% ao ano.
  • O governo prorrogou o programa Desenrola 2.0 até 31 de agosto para tentar conter o endividamento.
  • O endividamento das famílias brasileiras atingiu 49,8% da renda em maio.

O mercado de crédito brasileiro registrou um aumento de 6,5% nas concessões durante o mês de junho, elevando o estoque total do sistema financeiro para R$ 7,36 trilhões. Segundo o relatório mensal divulgado pelo Banco Central, o crescimento foi impulsionado tanto por recursos livres, que avançaram 6,7%, quanto por recursos direcionados, que subiram 4,9%. O saldo total de crédito no país apresenta uma trajetória de alta, com um crescimento acumulado de 9,7% nos últimos 12 meses, refletindo a dinâmica de financiamento no setor não financeiro.

Apesar da expansão na oferta de crédito, o cenário de inadimplência permanece desafiador. O índice de atrasos no sistema financeiro atingiu 4,7% em junho, mantendo o recorde histórico da série iniciada em 2011. Entre as pessoas físicas, a inadimplência estabilizou em 5,6%, com o segmento de crédito livre alcançando 7,6%. O custo do crédito também se mantém elevado, com os juros para famílias chegando a 64% ao ano. Para mitigar o impacto do alto endividamento, que compromete quase metade da renda das famílias, o governo federal prorrogou a adesão ao programa Desenrola 2.0 até o final de agosto, buscando facilitar a renegociação de dívidas acumuladas.

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