Chevron e empresas dos EUA negociam investimento bilionário na Venezuela
Chevron e outras companhias americanas preparam acordos para investir na reconstrução de campos de petróleo venezuelanos, visando acesso a novas reservas estratégicas.
Pontos principais
- A Chevron negocia a inclusão de dois novos campos de petróleo pesado em seu portfólio na Venezuela.
- A Halliburton está em conversas para fornecer equipamentos e serviços ao setor petrolífero local.
- O governo dos EUA, sob a gestão Trump, apoia o aumento da presença americana na energia venezuelana.
- Executivos do setor devem assinar acordos em Caracas na próxima semana com a presença do secretário de Energia, Chris Wright.
- ExxonMobil e ConocoPhillips estão fora das negociações devido a disputas por ativos nacionalizados em 2007.
- As tratativas agora envolvem cerca de 12 campos adicionais, que somam aproximadamente 90 bilhões de barris em reservas.
- Uma das alternativas em análise prevê o repasse de áreas petrolíferas por um período de até 100 anos.
- As negociações contam com a participação do secretário de Estado americano, Marco Rubio, e da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez.
A Chevron e outras empresas de energia dos Estados Unidos estão em estágio avançado de negociação para investir bilhões de dólares na reconstrução e expansão de campos de petróleo na Venezuela. O movimento, que visa fortalecer a infraestrutura energética do país, inclui a possível aquisição de dois novos campos de petróleo pesado pela Chevron e a oferta de serviços especializados pela Halliburton. As tratativas foram ampliadas e agora abrangem cerca de 12 campos adicionais, que concentram aproximadamente 90 bilhões de barris em reservas comprovadas, com propostas que estudam o repasse de áreas por até 100 anos. A expectativa é que os acordos sejam formalizados em Caracas na próxima semana, contando com a presença do secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, e articulação do secretário de Estado, Marco Rubio, junto à presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez.
A iniciativa reflete uma mudança estratégica na política externa americana, com a gestão do presidente Donald Trump incentivando o retorno de investimentos privados ao setor petrolífero venezuelano após a flexibilização de sanções. Enquanto a Chevron e a Halliburton avançam, empresas como ExxonMobil e ConocoPhillips permanecem fora das tratativas atuais, mantendo pendências judiciais relacionadas à nacionalização de seus ativos ocorrida em 2007. O sucesso dessas negociações representa um marco na reconfiguração do mercado de energia na América Latina, alinhando interesses comerciais americanos à necessidade venezuelana de modernizar sua infraestrutura e recuperar a capacidade produtiva do setor.
