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Polônia pede multa de € 250 milhões à Meta por anúncios fraudulentos

O governo polonês solicitou à Comissão Europeia uma sanção contra a Meta, alegando falhas persistentes no combate a golpes em suas plataformas.

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Foto: G1 - Economia
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27/08 às 08:45, atualizado 28/08 às 07:55

Pontos principais

  • O pedido foi formalizado pelo ministro de Assuntos Digitais da Polônia, Krzysztof Gawkowski, em 26 de agosto.
  • Testes da CERT Polska revelaram que a Meta falhou ao remover 106 de 122 anúncios identificados como fraudulentos.
  • O governo polonês busca apoio de outros líderes europeus para pressionar a empresa durante a próxima cúpula do G20.
  • A iniciativa ocorre após decisões judiciais anteriores na Polônia que responsabilizaram a Meta por conteúdos falsos hospedados.

O governo da Polônia solicitou formalmente à Comissão Europeia a aplicação de uma multa de € 250 milhões contra a Meta. A medida, anunciada pelo ministro de Assuntos Digitais, Krzysztof Gawkowski, fundamenta-se em falhas sistemáticas da companhia no combate a anúncios fraudulentos. Segundo testes realizados pela CERT Polska, agência de cibersegurança do país, a plataforma não removeu 106 de 122 anúncios classificados como golpes, evidenciando, segundo as autoridades polonesas, uma negligência na moderação de conteúdo publicitário. Em resposta, a Meta declarou que investe continuamente em tecnologias e parcerias para mitigar táticas criminosas sofisticadas que utilizam seus serviços. O governo polonês pretende agora ampliar a pressão sobre a empresa, buscando o apoio de outros líderes europeus durante a próxima cúpula do G20 para discutir a responsabilidade das big techs sobre anúncios enganosos. Este movimento contra a Meta ganha força em um cenário de maior escrutínio regulatório global. Recentemente, a empresa também firmou um acordo bilionário nos Estados Unidos para encerrar processos relacionados à dependência de adolescentes em suas redes sociais, o que inclui a implementação de restrições de uso e mudanças nos algoritmos de recomendação para menores de 18 anos. Embora o caso polonês foque especificamente em fraudes, a pressão por maior governança sobre as operações da Meta reflete uma tendência crescente de governos em exigir maior rigor na segurança das plataformas digitais.

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