Daily Journal
Daily Journal

Trump amplia importação de carne e investiga frigoríficos por preços

Presidente dos EUA autoriza cota extra de 300 mil toneladas de carne bovina e investiga monopólios para conter a inflação no setor.

Daily Journal
Foto: G1 - Economia
||
26/08 às 16:04, atualizado 20:32

Pontos principais

  • O governo autorizou a importação de 300 mil toneladas de carne bovina magra sem tarifas adicionais por 90 dias.
  • A medida visa reduzir os preços ao consumidor, que subiram 79% desde 2019, atingindo US$ 6,82 por libra em junho.
  • Donald Trump ordenou uma investigação contra quatro grandes frigoríficos sob suspeita de conluio na formação de preços.
  • O estoque de gado nos EUA está no menor nível em 75 anos, pressionado por secas e incêndios florestais.
  • A American Farm Bureau Federation criticou a decisão, alegando que a redução tarifária prejudicará os produtores locais.
  • O governo iniciou a reabertura gradual de portos de gado na fronteira com o México para ampliar a oferta interna.
  • A iniciativa pode beneficiar exportadores brasileiros, aumentando a competitividade da carne do Brasil no mercado americano.

O presidente Donald Trump oficializou um decreto que amplia em 300 mil toneladas a cota de importação de carne bovina magra isenta de tarifas nos Estados Unidos. A medida, que entra em vigor em 1º de setembro com validade de 90 dias, é uma resposta direta à escalada dos preços ao consumidor, que atingiram patamares recordes nos últimos anos. O governo projeta que a iniciativa resulte em um aumento de 10% na oferta do produto e uma redução de cerca de 25% nos preços praticados no varejo. Paralelamente, o Executivo iniciou a reabertura de portos de gado na fronteira com o México, visando mitigar a escassez de oferta interna, que sofre com o menor rebanho dos últimos 75 anos.

Além da abertura comercial, o governo federal anunciou uma investigação rigorosa contra quatro grandes frigoríficos que controlam aproximadamente 85% do processamento de carne no país, sob suspeita de práticas anticompetitivas e conluio na formação de preços. A decisão de Trump enfrenta resistência da American Farm Bureau Federation, que argumenta que a facilitação das importações prejudica a rentabilidade dos pecuaristas norte-americanos. Analistas do setor apontam que a mudança regulatória pode favorecer exportadores internacionais, incluindo o Brasil, ao abrir espaço para maior competitividade da proteína brasileira no mercado dos EUA durante o período de vigência da cota emergencial.

Tópicos relacionados

Cobertura da mídia

Comentários