Trump amplia importação de carne e investiga frigoríficos por preços
Presidente dos EUA autoriza cota extra de 300 mil toneladas de carne bovina e investiga monopólios para conter a inflação no setor.
Pontos principais
- O governo autorizou a importação de 300 mil toneladas de carne bovina magra sem tarifas adicionais por 90 dias.
- A medida visa reduzir os preços ao consumidor, que subiram 79% desde 2019, atingindo US$ 6,82 por libra em junho.
- Donald Trump ordenou uma investigação contra quatro grandes frigoríficos sob suspeita de conluio na formação de preços.
- O estoque de gado nos EUA está no menor nível em 75 anos, pressionado por secas e incêndios florestais.
- A American Farm Bureau Federation criticou a decisão, alegando que a redução tarifária prejudicará os produtores locais.
- O governo iniciou a reabertura gradual de portos de gado na fronteira com o México para ampliar a oferta interna.
- A iniciativa pode beneficiar exportadores brasileiros, aumentando a competitividade da carne do Brasil no mercado americano.
O presidente Donald Trump oficializou um decreto que amplia em 300 mil toneladas a cota de importação de carne bovina magra isenta de tarifas nos Estados Unidos. A medida, que entra em vigor em 1º de setembro com validade de 90 dias, é uma resposta direta à escalada dos preços ao consumidor, que atingiram patamares recordes nos últimos anos. O governo projeta que a iniciativa resulte em um aumento de 10% na oferta do produto e uma redução de cerca de 25% nos preços praticados no varejo. Paralelamente, o Executivo iniciou a reabertura de portos de gado na fronteira com o México, visando mitigar a escassez de oferta interna, que sofre com o menor rebanho dos últimos 75 anos.
Além da abertura comercial, o governo federal anunciou uma investigação rigorosa contra quatro grandes frigoríficos que controlam aproximadamente 85% do processamento de carne no país, sob suspeita de práticas anticompetitivas e conluio na formação de preços. A decisão de Trump enfrenta resistência da American Farm Bureau Federation, que argumenta que a facilitação das importações prejudica a rentabilidade dos pecuaristas norte-americanos. Analistas do setor apontam que a mudança regulatória pode favorecer exportadores internacionais, incluindo o Brasil, ao abrir espaço para maior competitividade da proteína brasileira no mercado dos EUA durante o período de vigência da cota emergencial.
Tópicos relacionados
Cobertura da mídia
Trump diz ter assinado proclamação para lidar com os preços altos da carne bovina
InfoMoney • 26 ago, 20:16
Trump amplia importação de carne bovina para conter preços nos EUA
Folha de São Paulo - Mercado • 26 ago, 19:40
Trump oficializa cota extra de importação de carne para baixar preços nos EUA
G1 - Economia • 26 ago, 18:37
