O governo do presidente Donald Trump adiou indefinidamente o plano de suspender temporariamente as cotas de importação de carne bovina. A medida, que visava conter a escalada inflacionária dos alimentos diante do menor rebanho bovino americano em 75 anos, enfrentou forte resistência de pecuaristas e parlamentares republicanos, preocupados com a competitividade do setor local. Com os preços ao consumidor atingindo patamares históricos, a administração enfrenta um desafio macroeconômico crescente, buscando equilibrar a necessidade de conter o custo de vida com a proteção aos produtores nacionais. A manutenção das barreiras tarifárias impacta diretamente as expectativas de frigoríficos brasileiros, que buscavam ampliar sua participação no mercado dos EUA.
Autoridades da Casa Branca confirmaram que, embora a assinatura de novas medidas de alívio tenha sido adiada, a equipe econômica trabalha no aprimoramento de decretos presidenciais para mitigar a escassez do produto. O objetivo central é reduzir o impacto dos preços elevados no orçamento das famílias americanas, sem desestruturar a cadeia produtiva interna. O governo também avalia planos de apoio governamental para que produtores americanos reconstruam seus rebanhos a longo prazo.
O impasse sobre as importações e as possíveis soluções para a oferta foram pauta de discussões recentes entre o presidente Lula e Donald Trump durante encontro na Casa Branca. O diálogo evidenciou a relevância do setor agropecuário na agenda bilateral e a complexidade da estratégia de combate à inflação adotada pela atual gestão americana, que tenta conciliar pressões políticas domésticas com a necessidade urgente de estabilizar o mercado interno de alimentos.
Folha de São Paulo - Mercado • 12 mai, 17:10
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