Pesquisas Quaest mostram disputa acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro
Levantamentos realizados em diversos estados brasileiros entre 20 e 24 de agosto indicam cenários distintos de liderança para a Presidência da República.
Pontos principais
- Lula mantém vantagem expressiva no Nordeste, liderando no Maranhão, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas e Amazonas.
- Flávio Bolsonaro apresenta desempenho superior no Sul e em Rondônia, liderando no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
- Em São Paulo e Minas Gerais, os dois principais candidatos aparecem tecnicamente empatados na disputa presidencial.
- A pesquisa incluiu cenários com e sem Pablo Marçal, cuja candidatura permanece sob julgamento de inelegibilidade pelo TSE.
- No Distrito Federal, Lula registra 28% das intenções de voto, contra 26% de Flávio Bolsonaro.
- A avaliação do governo Lula varia significativamente entre os estados, com aprovação de 66% no Maranhão e 35% em Rondônia.
- A maioria dos eleitores entrevistados em estados como Maranhão e Amazonas afirma que a escolha do voto já é definitiva.
- Renan Santos lidera o ranking de arrecadação via financiamento coletivo, com R$ 1,26 milhão, seguido por Flávio Bolsonaro.
- As pesquisas foram realizadas pela Quaest com margens de erro que variam entre dois e três pontos percentuais.
- Flávio Bolsonaro iniciou sua agenda de campanha em Alagoas focado em articulações locais e carreatas.
Uma série de pesquisas divulgadas pela Quaest entre os dias 20 e 24 de agosto revelou um panorama fragmentado da disputa pela Presidência da República para o pleito de 2026. Os dados mostram que, enquanto o atual presidente Lula mantém uma base consolidada no Nordeste, com lideranças expressivas no Maranhão (58%) e Rio Grande do Norte (54%), o senador Flávio Bolsonaro concentra força nas regiões Sul e Norte, liderando em estados como Rondônia (45%) e Santa Catarina. Em centros decisivos como São Paulo e Minas Gerais, o cenário aponta para um empate técnico, evidenciando a polarização que marca o início da corrida eleitoral. O levantamento também testou a influência de Pablo Marçal, cuja candidatura segue em análise pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) devido a questões de inelegibilidade, o que gera incertezas sobre a composição final das urnas. A aprovação do governo federal também apresenta disparidades regionais, oscilando de 35% em Rondônia até 66% no Maranhão, o que reflete a heterogeneidade das demandas do eleitorado brasileiro. Paralelamente à movimentação nas pesquisas, a estratégia de campanha ganha corpo com o início das agendas presenciais e a busca por recursos. Enquanto Flávio Bolsonaro percorre estados como Alagoas para fortalecer alianças locais, a corrida pelo financiamento coletivo mostra o candidato Renan Santos à frente na arrecadação via vaquinhas, com R$ 1,26 milhão, superando os valores captados por nomes de partidos tradicionais. A relevância desses dados reside na definição das estratégias de marketing e alianças políticas para o primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Com a maioria dos eleitores indicando que sua escolha já é definitiva, a disputa tende a se concentrar na conquista dos votos flutuantes e na consolidação das bases regionais. A margem de erro, que varia entre dois e três pontos percentuais, reforça a necessidade de cautela na leitura dos números, dado que a volatilidade do cenário político ainda pode ser alterada por decisões judiciais sobre candidaturas e pelo impacto das agendas de campanha nas próximas semanas.
