EUA anunciam sanções contra Irã e ameaçam parceiros comerciais do país
O Tesouro dos EUA lançou a Operação Economic Outcast, campanha de todo o governo para isolar economicamente o Irã e o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, com sanções a quase 60 entidades e embarcações e ameaça de sanções secundárias a quem mantiver laços financeiros com o regime.
Pontos principais
- O Tesouro dos EUA lançou a Operação Economic Outcast, campanha de todo o governo para isolar economicamente o regime iraniano e o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).
- A OFAC sancionou quase 60 entidades, indivíduos e embarcações em múltiplas jurisdições, ligados a procurement nuclear e de mísseis, operações cibernéticas e redes de receita do petróleo iraniano.
- Com base na Ordem Executiva 13902, a OFAC emitiu cinco determinações setoriais inéditas — ativos digitais, tecnologia, ouro, aviação e navegação —, podendo agora sancionar qualquer pessoa, em qualquer país, que opere nesses setores da economia iraniana.
- A OFAC suspendeu licenças gerais que autorizavam remessas pessoais e intercâmbios acadêmicos, esportivos e de conferências com o Irã; a nova Licença Geral BB permite encerrar até 8 de setembro de 2026 as operações já em curso sob essas autorizações revogadas.
- Cada país receberá um prazo próprio dos EUA para encerrar atividades ligadas ao Irã identificadas pelo Tesouro; quem não agir enfrentará ação direta e risco ampliado de sanções secundárias.
- A OFAC emitiu orientação adicional sobre o risco de sanções para quem ceder a exigências iranianas relativas à navegação no Estreito de Hormuz.
- O presidente Donald Trump tem contatado líderes mundiais para exigir o fim das interações com o Irã.
- Em uma mudança diplomática paralela, os EUA removeram a Síria da lista de Estados patrocinadores do terrorismo.
- A designação terrorista da Frente al-Nusrah foi revogada pelo governo americano.
O governo dos Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, iniciou a Operação Economic Outcast, uma campanha de todo o governo para isolar economicamente o regime iraniano e o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). Em comunicado do Tesouro, o secretário Scott Bessent comparou a data ao Dia D da Segunda Guerra Mundial e declarou: "estamos lançando um ataque econômico total às conexões financeiras do Irã ao redor do globo; nosso objetivo é cortar toda linha de vida econômica que sustenta esse regime tirânico até que Teerã fique isolado". Como parte da estratégia, a OFAC sancionou quase 60 entidades, indivíduos e embarcações em múltiplas jurisdições, ligados a procurement nuclear e de mísseis, operações cibernéticas e redes de geração de receita do petróleo iraniano. Com base na Ordem Executiva 13902, o Tesouro emitiu ainda cinco determinações setoriais inéditas — ativos digitais, tecnologia, ouro, aviação e navegação —, passando a poder sancionar qualquer pessoa, em qualquer país, que opere nesses setores da economia iraniana. A OFAC também suspendeu licenças gerais que autorizavam remessas pessoais e intercâmbios acadêmicos, esportivos e de conferências com o Irã, e abriu uma nova licença, a General License BB, para encerrar até 8 de setembro de 2026 as operações já em curso sob essas autorizações revogadas. Equipes dos Departamentos do Tesouro, de Estado e de Guerra estão pressionando governos estrangeiros a encerrar, dentro de um prazo próprio definido por país, as atividades ligadas ao Irã identificadas pelos EUA; quem não agir enfrentará ação direta do Tesouro e risco ampliado de sanções secundárias. A OFAC ainda emitiu orientação adicional sobre o risco de sanções para quem ceder a exigências iranianas relativas à navegação no Estreito de Hormuz. O presidente Trump tem conduzido contatos diretos com líderes globais para garantir adesão à política de pressão econômica. Paralelamente às sanções contra o Irã, o governo americano anunciou mudanças significativas em sua política externa no Oriente Médio, removendo a Síria da lista de Estados patrocinadores do terrorismo e revogando a designação terrorista da Frente al-Nusrah.
