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EUA preparam sanções financeiras severas contra o Irã

O governo dos Estados Unidos anunciou planos para impor as sanções financeiras mais rigorosas da história contra o Irã, visando o colapso do regime e o fim do conflito na região do Golfo.

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Foto: G1 Mundo
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21/08 às 06:45, atualizado 17:33

Pontos principais

  • O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, prometeu as sanções mais severas da história contra o Irã para esta segunda-feira.
  • A estratégia americana busca reduzir a necessidade de operações militares de grande escala ao asfixiar a economia iraniana.
  • O presidente Donald Trump ameaçou aplicar consequências econômicas a qualquer país que forneça apoio vital ao governo de Teerã.
  • O Irã classificou as medidas como terrorismo econômico e prometeu uma resposta decisiva e esmagadora.
  • A China manifestou oposição às sanções unilaterais e defendeu a busca por soluções diplomáticas para o conflito.
  • O conflito, que completa quase seis meses, tem provocado alta nos preços do petróleo devido a riscos no Estreito de Ormuz.
  • O Fundo Monetário Internacional projeta inflação de quase 70% no Irã até o final do ano devido à pressão econômica.
  • Um grupo de ataque liderado pelo porta-aviões USS George Washington chegou ao Oriente Médio para reforçar a presença militar americana.
  • O governo iraniano afirma que busca o fim das hostilidades enquanto mantém uma posição de força e dignidade.

O governo dos Estados Unidos, sob a gestão do presidente Donald Trump, anunciou a implementação do que descreveu como as sanções financeiras mais severas da história contra o Irã. A medida, detalhada pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, faz parte de uma estratégia de pressão econômica desenhada para forçar o colapso da liderança iraniana e encerrar o conflito que já dura quase seis meses na região do Golfo. Washington também sinalizou que países que continuarem a oferecer apoio vital ao regime de Teerã poderão enfrentar represálias econômicas diretas.

A resposta iraniana foi imediata e contundente. Autoridades do país, incluindo o major-general Ali Abdollahi, prometeram uma reação ampla e esmagadora, classificando as sanções americanas como atos de terrorismo econômico e crimes contra a humanidade. Apesar da retórica agressiva, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que o momento é oportuno para buscar o fim das hostilidades, alegando que o país ainda mantém uma posição de força no cenário regional.

O impacto da escalada geopolítica já é sentido nos mercados globais, com os preços do petróleo registrando altas sucessivas. A instabilidade no Estreito de Ormuz, ponto crítico para o transporte marítimo de energia, permanece como a principal preocupação de analistas, que temem que o bloqueio ao tráfego marítimo possa agravar a escassez de oferta. Paralelamente, o governo americano reforçou sua presença militar na região com a chegada do grupo de ataque liderado pelo porta-aviões USS George Washington.

Enquanto os EUA buscam isolar a economia iraniana, a China, principal parceira comercial de Teerã, reiterou sua oposição a sanções unilaterais. Pequim defende que a pressão econômica não é a solução para o conflito e tem resistido aos apelos de Washington para aderir ao programa de isolamento. Internamente, a população iraniana enfrenta dificuldades crescentes para adquirir itens básicos, com projeções econômicas que indicam uma inflação galopante e retração severa do PIB até o final do ano.

A situação permanece volátil, com o Catar atuando como mediador em tentativas diplomáticas para conter a crise. O detalhamento das novas sanções, previsto para a próxima segunda-feira, deve definir o próximo capítulo desta disputa, que coloca em xeque a estabilidade energética global e a segurança no Oriente Médio.

Fonte primária

Scott Bessent (entrevista à CNBC, reprodução na íntegra)

Transcrição: Secretário do Tesouro dos EUA Scott Bessent fala com Sara Eisen, da CNBC, no "Squawk on the Street"

Em entrevista exclusiva ao "Squawk on the Street" da CNBC em 20/8/2026, o secretário do Tesouro Scott Bessent anuncia que fará coletiva na segunda-feira (24/8) para detalhar as novas medidas contra o Irã. Diz que a estratégia é "um-dois": o bloqueio já em vigor no Estreito de Ormuz somado a "as sanções mais duras da história", chamando o pacote de "o maior isolamento econômico coordenado da história do mundo". Adverte aliados que "ou estão conosco ou contra nós" e que quem continuar comprando petróleo iraniano, transferindo dinheiro ou fazendo transbordo marítimo para o Irã enfrentará "toda a força" do Tesouro americano. Afirma que o objetivo é "esmagar a economia deste regime assassino", cortando sua capacidade de financiar milícias proxies e pagar as forças militares, citando inflação de alimentos já em curso no Irã. Compara a estratégia a Venezuela e Cuba, dizendo que "funcionou" nesses casos e que "vai funcionar no Irã, e vamos colapsar esse regime". Sobre a China, maior compradora de petróleo iraniano, diz que conversas relevantes são feitas em privado, mas nota que a China obtém 50% de sua energia do Golfo, o que lhe daria interesse em cooperar. Afirma que, enquanto durar a pressão econômica máxima, é provável que não haja "reinício de combate em larga escala", mas ressalva que isso vale "por enquanto" e a critério do presidente Trump.

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