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Tribunal de Hong Kong condena organizadores de vigília da Praça da Paz Celestial

Justiça de Hong Kong condena dois ex-organizadores de vigílias em memória às vítimas do massacre de 1989 sob a lei de segurança nacional.

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Foto: WSJ World
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20/08 às 20:33 · atualizado 21/08 às 03:32

Pontos principais

  • Dois ex-organizadores das vigílias anuais foram considerados culpados por um tribunal de Hong Kong.
  • A condenação está fundamentada na lei de segurança nacional imposta pela China na região.
  • As vigílias em memória ao massacre da Praça da Paz Celestial de 1989 foram proibidas pelas autoridades locais.
  • A decisão reflete o endurecimento do controle de Pequim sobre a dissidência política em Hong Kong.

Um tribunal de Hong Kong condenou dois ex-organizadores responsáveis pelas tradicionais vigílias que homenageavam as vítimas do massacre da Praça da Paz Celestial de 1989. O veredito, proferido nesta sexta-feira, marca um desfecho significativo em um caso que tramitou sob a rigorosa lei de segurança nacional, legislação que tem sido utilizada para restringir atividades políticas e manifestações de oposição na região administrativa especial. Durante décadas, a vigília anual em Hong Kong foi o único evento público de grande escala em solo chinês a relembrar os acontecimentos de 1989. No entanto, após a implementação de novas medidas de segurança por Pequim, as autoridades locais declararam o evento ilegal, alegando riscos à ordem pública e à estabilidade nacional. A condenação dos organizadores consolida a proibição dessas manifestações e sinaliza a continuidade da repressão a atos de dissidência que, anteriormente, eram tolerados pelas autoridades locais. O caso é visto por observadores internacionais como um exemplo do estreitamento do controle político sobre a sociedade civil de Hong Kong, alinhando a jurisdição local às diretrizes de segurança impostas pelo governo central chinês.

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