Austrália convoca embaixador de Israel após fim de inquérito sobre morte de humanitária
O governo australiano e a família de Zomi Frankcom condenaram a decisão de Israel de não indiciar soldados responsáveis pela morte da voluntária.
Pontos principais
- Israel encerrou a investigação sobre a morte de Zomi Frankcom sem apresentar acusações criminais contra os militares envolvidos.
- A família de Frankcom classificou a decisão como um insulto e exige a liberação de evidências, como áudios de drones.
- A ministra das Relações Exteriores, Penny Wong, convocou o embaixador de Israel, Hillel Newman, para prestar esclarecimentos.
- O primeiro-ministro Anthony Albanese reiterou a indignação do governo australiano diante da falta de responsabilização.
O governo da Austrália manifestou profunda indignação após as autoridades israelenses decidirem encerrar a investigação sobre a morte da trabalhadora humanitária Zomi Frankcom, ocorrida em 2024, sem indiciar nenhum dos soldados envolvidos. Em resposta, a ministra das Relações Exteriores, Penny Wong, convocou o embaixador de Israel em Canberra, Hillel Newman, para tratar do caso. A família de Frankcom descreveu a recusa de Israel em abrir uma investigação criminal como um insulto e solicitou que o governo australiano pressione Tel Aviv pela liberação de evidências cruciais, incluindo áudios de um ataque de drone. O primeiro-ministro Anthony Albanese reforçou que a falta de responsabilização é inaceitável, mantendo o caso como um ponto de tensão diplomática. Até o momento, o governo israelense não forneceu detalhes adicionais sobre o encerramento do inquérito, mantendo a decisão de não levar os militares a julgamento.
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