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Ata do Fed sinaliza possível alta de juros caso inflação não recue

Documento do Federal Reserve revela que membros do comitê consideram novos aumentos na taxa de juros se a inflação americana não apresentar queda.

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Foto: Cnbc
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19/08 às 15:45 · atualizado 20/08 às 11:10

Pontos principais

  • O Federal Reserve manteve a taxa de juros entre 3,5% e 3,75% ao ano na última reunião.
  • A ata revelou que o apoio para uma alta de juros foi mais amplo do que os três votos dissidentes registrados.
  • O comitê demonstrou preocupação com pressões inflacionárias em serviços e setores de Inteligência Artificial.
  • O presidente do Fed, Kevin Warsh, propôs reduzir o número de reuniões anuais de oito para seis.
  • Investidores precificam possíveis aumentos nas taxas a partir da reunião de outubro.

A ata da última reunião do Federal Reserve, divulgada nesta quarta-feira (19), indicou que a autoridade monetária dos Estados Unidos mantém um viés vigilante em relação à inflação. Embora o comitê tenha optado por manter a taxa de juros no intervalo entre 3,5% e 3,75% ao ano, o documento revelou que parte dos dirigentes considera necessários novos aumentos caso os indicadores de preços não apresentem a trajetória de queda esperada. O debate interno mostrou-se mais intenso do que o resultado final da votação sugeria, com um apoio à elevação dos juros que superou os três votos dissidentes formais.

O cenário econômico é pressionado por fatores como a demanda em setores de tecnologia e Inteligência Artificial, além de incertezas geopolíticas envolvendo o fornecimento de energia no Estreito de Ormuz. Durante o encontro, o presidente do Fed, Kevin Warsh, consultou os membros sobre a possibilidade de reduzir o cronograma de reuniões anuais de oito para seis, visando um maior acúmulo de dados para embasar as decisões. A postura cautelosa do banco central americano gera reflexos diretos no mercado global, pressionando os juros longos no Brasil e elevando o custo de atração de investimentos estrangeiros, enquanto investidores já precificam possíveis altas a partir de outubro.

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