Daily Journal
Daily Journal

Federal Reserve mantém juros entre 3,5% e 3,75% com votação dividida

O Federal Reserve manteve a taxa de juros inalterada em julho, apesar de três dirigentes defenderem um aumento imediato para conter a inflação persistente.

Daily Journal
Foto: Folha de São Paulo - Mercado
||
29/07 às 09:45 · atualizado 21:02

Pontos principais

  • O FOMC decidiu manter a taxa básica de juros na faixa de 3,5% a 3,75% ao ano.
  • A decisão foi aprovada por 9 votos a favor e 3 contra, refletindo uma divisão interna no comitê.
  • Os dirigentes Beth M. Hammack, Neel Kashkari e Lorie K. Logan votaram por uma alta de 0,25 ponto percentual.
  • O comunicado oficial reiterou o compromisso do banco central com a meta de estabilidade de preços.
  • A ex-presidente do Fed de Kansas City, Esther George, sinalizou que a pausa é justificável, mas alertou para a persistência inflacionária.
  • Analistas como Diane Swonk, da KPMG, criticaram a manutenção e projetam um possível aumento em setembro.
  • O mercado financeiro monitora os sinais de aperto monetário diante da incerteza econômica nos EUA.

O Federal Reserve (Fed) optou por manter a taxa de juros inalterada entre 3,5% e 3,75% durante sua reunião de julho de 2026. Embora a decisão tenha seguido a expectativa do mercado, o resultado não foi unânime: três membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) — Beth M. Hammack, Neel Kashkari e Lorie K. Logan — votaram a favor de um aumento imediato de 0,25 ponto percentual, evidenciando uma crescente preocupação interna com a eficácia da política monetária atual frente à inflação elevada.

A ex-presidente do Federal Reserve de Kansas City, Esther George, avaliou que a pausa na trajetória de alta é uma medida prudente no cenário atual, permitindo que o banco central observe o comportamento dos indicadores econômicos. Contudo, George reforçou que a persistência da inflação continua sendo um ponto de atenção crítica para a autoridade monetária, que busca equilibrar o controle dos preços sem comprometer a estabilidade econômica do país.

A decisão gerou reações divergentes entre especialistas. A economista-chefe da KPMG, Diane Swonk, criticou a postura do comitê, argumentando que o cenário de inflação 'quente' exigiria uma ação mais rigorosa e projetando que um novo aumento poderá ser inevitável já na reunião de setembro. O debate reflete o desafio do Fed em calibrar o aperto monetário em um ambiente de incerteza, mantendo o mercado financeiro global em alerta sobre os próximos passos da política de juros nos Estados Unidos.

Tópicos relacionados

Comentários

Carregando comentários...