Disney processa governo Trump por revisão de licenças da ABC
A Disney acionou a Justiça contra a FCC, alegando que a revisão antecipada das licenças da ABC é uma retaliação política por críticas ao governo.
Pontos principais
- A Disney e sua subsidiária ABC entraram com uma ação judicial contra a Federal Communications Commission (FCC) em um tribunal federal de Washington.
- O processo contesta a decisão da FCC de antecipar em dois anos a revisão das licenças de transmissão de oito emissoras da rede.
- A empresa alega que a medida é uma retaliação direta do governo Trump devido ao conteúdo jornalístico e de entretenimento da emissora.
- A ação cita violações à Primeira Emenda da Constituição dos EUA, que protege a liberdade de expressão e de imprensa.
- O presidente da FCC, Brendan Carr, ordenou as revisões após críticas públicas de Donald Trump a programas como o de Jimmy Kimmel.
- A FCC justifica a revisão citando preocupações com as políticas de diversidade, equidade e inclusão (DEI) da companhia.
- A comissária da FCC, Anna Gomez, manifestou apoio à Disney, classificando a iniciativa da agência como uma forma de censura.
A Walt Disney Company, controladora da rede ABC, protocolou nesta semana uma ação judicial contra a Federal Communications Commission (FCC) para impedir a revisão antecipada das licenças de transmissão de oito de suas emissoras. A empresa argumenta que a manobra regulatória, conduzida sob a gestão do presidente da agência, Brendan Carr, não possui fundamentação técnica e configura uma retaliação política orquestrada pelo governo de Donald Trump contra a linha editorial da emissora. Segundo a petição, a medida visa punir a rede por coberturas jornalísticas e conteúdos de entretenimento que desagradaram o presidente, incluindo críticas feitas por apresentadores como Jimmy Kimmel.
O litígio coloca em xeque a autonomia da FCC e levanta debates sobre a liberdade de imprensa nos Estados Unidos. Enquanto a Disney sustenta que as ações do órgão regulador violam a Primeira Emenda da Constituição, a FCC defende a revisão alegando que a empresa deve prestar esclarecimentos sobre suas práticas internas de diversidade, equidade e inclusão (DEI). O procedimento de antecipação, que não ocorria há décadas, é visto pela companhia como uma tentativa de coerção governamental sobre um grupo de mídia de grande alcance nacional.
A disputa judicial marca um ponto de inflexão na relação entre a administração Trump e os grandes conglomerados de comunicação. Especialistas apontam que o caso pode definir precedentes importantes sobre o limite do poder regulatório federal frente a empresas privadas de mídia. Até o momento, a FCC não detalhou os próximos passos do processo administrativo, enquanto a Disney busca uma liminar para suspender as audiências e impedir que a revisão prossiga, reafirmando que não aceitará interferências externas na gestão de seus negócios e na integridade de seu jornalismo.
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