O que é a Disney
A Walt Disney Company é um dos maiores conglomerados de mídia e entretenimento do mundo, com sede em Burbank, na Califórnia. Fundada em 1923 como um pequeno estúdio de animação, hoje reúne estúdios de cinema e televisão, canais esportivos, serviços de streaming e uma rede global de parques temáticos, resorts e navios de cruzeiro. Desde 18 de março de 2026, a empresa é comandada por Josh D'Amaro, que sucedeu Bob Iger no cargo de presidente-executivo.
A Disney opera hoje em três segmentos de negócio:
- Disney Entertainment — estúdios de cinema e televisão, canais lineares e os serviços de streaming Disney+ e Hulu.
- ESPN — o braço esportivo, do qual a Disney detém 80%.
- Disney Experiences — parques temáticos, resorts, cruzeiros e produtos de consumo. É o maior segmento da companhia: teve US$ 36 bilhões de receita no ano fiscal de 2025 e emprega cerca de 185 mil pessoas no mundo.
No terceiro trimestre fiscal de 2026, encerrado em 27 de junho, a receita consolidada foi de US$ 25,25 bilhões, alta de 7% ante o mesmo período do ano anterior.
Parques da Disney: quais existem e onde ficam
A Disney mantém seis complexos de parques temáticos em operação, em quatro continentes:
| Complexo | Local | Abertura |
|---|---|---|
| Disneyland | Anaheim, Califórnia (EUA) | 1955 |
| Walt Disney World | Orlando, Flórida (EUA) | 1971 |
| Tokyo Disney Resort | Tóquio (Japão) | 1983 |
| Disneyland Paris | Marne-la-Vallée (França) | 1992 |
| Hong Kong Disneyland | Hong Kong | 2005 |
| Shanghai Disney Resort | Xangai (China) | 2016 |
Em 7 de maio de 2025, a empresa anunciou um acordo com a Miral, de Abu Dhabi, para construir o sétimo complexo, na Yas Island, nos Emirados Árabes Unidos — o primeiro no Oriente Médio. A Miral desenvolve, constrói e financia o resort; a Disney entra com o design criativo e a supervisão operacional a cargo de seus Imagineers, e recebe royalties, sem aporte financeiro direto.
Além dos parques, o segmento inclui a Disney Cruise Line, os produtos licenciados e espetáculos itinerantes como o Disney On Ice.
No trimestre encerrado em junho de 2026, o público global dos parques cresceu 4% na comparação anual, e o gasto médio por visitante nos parques domésticos subiu 4%. A receita do segmento Experiences chegou a US$ 9,97 bilhões (+10%), com lucro operacional de US$ 3,02 bilhões (+20%).
Disney+ e o streaming
O Disney+ é o serviço de streaming da companhia, lançado no Brasil em 17 de novembro de 2020. Em 26 de junho de 2024, o Star+ foi incorporado ao Disney+ na América Latina, unificando os dois catálogos em um único aplicativo — o que trouxe para o serviço títulos como The Bear, Only Murders in the Building e Grey's Anatomy.
O streaming se tornou uma linha lucrativa: no terceiro trimestre fiscal de 2026, a receita de vídeo por assinatura somou US$ 5,53 bilhões (+11%) e o lucro operacional do streaming mais que dobrou, de US$ 329 milhões para US$ 712 milhões.
Em 5 de agosto de 2026, Disney e TikTok anunciaram uma parceria global que autoriza criadores a produzir vídeos curtos usando personagens e cenas de franquias da empresa, incluindo Pixar, Marvel, Star Wars e FX. Os vídeos poderão aparecer tanto no TikTok quanto em uma aba de vídeos verticais do Disney+ chamada Verts. O projeto começa como piloto nos Estados Unidos, com expansão prevista para outros mercados, e é o primeiro acordo desse tipo entre o TikTok e um grande grupo de mídia tradicional.
Estúdios, franquias e aquisições
O portfólio criativo da Disney foi montado em boa parte por compras. As principais:
- ABC (1996) — US$ 19 bilhões
- Pixar (2006) — US$ 7,4 bilhões
- Marvel Entertainment (2009) — US$ 4 bilhões
- Lucasfilm (2012) — cerca de US$ 4 bilhões
- 21st Century Fox (2017) — US$ 71 bilhões
A esses se somam os estúdios próprios: Walt Disney Animation Studios, Walt Disney Pictures, 20th Century Studios e The Muppets Studio.
Em 2026, o maior sucesso de bilheteria da companhia foi Toy Story 5, da Pixar, que estreou em junho e ultrapassou US$ 1 bilhão de arrecadação global, tornando-se a maior bilheteria do ano até agora. Segundo a própria Disney, os cinco filmes da franquia somam mais de US$ 4 bilhões em bilheteria mundial, mais de 2 bilhões de horas assistidas no Disney+ e mais de US$ 1 bilhão em vendas anuais de produtos licenciados.
História e origem
A empresa foi fundada em 16 de outubro de 1923 pelos irmãos Walt Disney e Roy Oliver Disney, inicialmente como Disney Brothers Cartoon Studio. O nome mudou para The Walt Disney Studio em 1926, para Walt Disney Productions em 1929 e, finalmente, para The Walt Disney Company em 1986.
A expansão para além do cinema começou em 1955, com a abertura da Disneyland em Anaheim, e ganhou escala em 1971 com o Walt Disney World, em Orlando. A sede fica no Team Disney Building, dentro dos Walt Disney Studios, em Burbank.
Quem é o CEO da Disney
Josh D'Amaro assumiu como presidente-executivo em 18 de março de 2026, na assembleia anual de acionistas, sucedendo Bob Iger. Sua escolha foi anunciada pelo conselho em 3 de fevereiro de 2026, por voto unânime.
D'Amaro entrou na Disney em 1998, no Disneyland Resort, e passou por finanças, estratégia, marketing e operações. Foi presidente do Disneyland Resort e do Walt Disney World Resort antes de comandar, a partir de 2020, o segmento Disney Experiences, onde tocou projetos como o Star Wars: Galaxy's Edge e o Avengers Campus. Bob Iger permanece como conselheiro sênior e membro do conselho até 31 de dezembro de 2026.
Resultados financeiros recentes
No terceiro trimestre fiscal de 2026 — o primeiro trimestre cheio de D'Amaro como CEO — a Disney superou as projeções do mercado:
| Indicador | 3T fiscal 2026 | Variação anual |
|---|---|---|
| Receita total | US$ 25,25 bi | +7% |
| Lucro operacional dos segmentos | US$ 5,6 bi | +21% |
| Entertainment (receita) | US$ 11,35 bi | +6% |
| Entertainment (lucro operacional) | US$ 1,68 bi | +64% |
| Sports (receita) | US$ 4,50 bi | +4% |
| Sports (lucro operacional) | US$ 858 mi | −17% |
| Experiences (receita) | US$ 9,97 bi | +10% |
| Experiences (lucro operacional) | US$ 3,02 bi | +20% |
O lucro por ação ajustado foi de US$ 2,06, contra US$ 1,61 um ano antes e acima da expectativa de US$ 1,86 dos analistas. O lucro líquido contábil caiu para US$ 2,64 bilhões, ante US$ 5,26 bilhões no mesmo trimestre de 2025 — a base de comparação incluía um benefício fiscal não caixa ligado à reclassificação tributária da Hulu. Os resultados foram puxados pelo público dos parques, pela rentabilidade recorde do streaming, pela bilheteria de Toy Story 5 e por um reembolso de US$ 100 milhões em tarifas.
A Disney no Brasil
A presença mais visível da companhia no país é o Disney+, disponível desde novembro de 2020 e unificado com o Star+ em junho de 2024. A Disney também opera no Brasil os canais lineares do grupo e a ESPN, além de licenciar produtos de consumo. Orlando, sede do Walt Disney World, é um dos destinos internacionais mais procurados por turistas brasileiros, e o Disney On Ice faz temporadas periódicas em capitais do país.
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