Goldman Sachs eleva projeção para o dólar com incertezas eleitorais
O banco revisou suas estimativas para a moeda americana, citando o aumento da volatilidade cambial e riscos fiscais diante das eleições de 2026.
Pontos principais
- Goldman Sachs projeta o dólar a R$ 5,20 em três meses e R$ 5,10 em seis meses.
- Analistas apontam que o mercado incorpora riscos políticos e fiscais relacionados ao pleito de 2026.
- A valorização da moeda brasileira dependerá de sinais concretos de consolidação fiscal após as eleições.
- A volatilidade implícita no mercado de câmbio apresentou alta recente, segundo o banco.
- Investidores estrangeiros retiraram R$ 11,9 bilhões da B3 em agosto, pressionando o câmbio.
- O Banco Central realizou leilões de venda de dólares para rolar vencimentos de setembro.
- O dólar à vista recuou recentemente para R$ 5,20, acompanhando o cenário externo.
O Goldman Sachs revisou para cima suas projeções para o dólar, refletindo a crescente cautela do mercado financeiro com o cenário doméstico brasileiro. A instituição financeira destacou que a proximidade das eleições presidenciais de 2026 tem elevado a volatilidade cambial e intensificado as preocupações com a trajetória das contas públicas, fatores que dificultam uma valorização mais consistente do real no curto e médio prazo.
Além das incertezas políticas, o mercado enfrenta um movimento de saída de capital estrangeiro da Bolsa brasileira, que somou R$ 11,9 bilhões nos primeiros sete pregões de agosto. Esse fluxo é impulsionado tanto pela realocação de recursos para ativos nos Estados Unidos quanto pela falta de clareza sobre as propostas econômicas dos candidatos. Embora o Banco Central tenha atuado com leilões de venda de dólares para garantir a liquidez e a rolagem de vencimentos, a pressão sobre o câmbio permanece como um desafio central para a estabilidade macroeconômica, com analistas condicionando uma melhora no cenário a sinais mais robustos de disciplina fiscal após o pleito.
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