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Trump ordena redução de exercícios militares com a Coreia do Sul

O presidente Donald Trump determinou o corte de manobras militares conjuntas, citando custos elevados e a manutenção de boas relações com a Coreia do Norte.

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Foto: NYTimes World
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16/08 às 19:46 · atualizado 17/08 às 07:31

Pontos principais

  • A ordem de Trump reduz a escala dos exercícios Ulchi Freedom Shield, iniciados nesta segunda-feira.
  • O presidente classificou as manobras como custosas e hostis ao regime de Kim Jong-un.
  • A decisão ocorre em meio a uma tentativa de reaproximação diplomática com Pyongyang.
  • Autoridades militares alertam que a medida pode prejudicar a prontidão das tropas diante da crescente capacidade bélica norte-coreana.
  • Especialistas apontam que a Coreia do Norte obteve experiência de combate relevante através da guerra na Ucrânia.
  • A medida gera tensões na aliança estratégica entre Washington e Seul, preocupando autoridades sul-coreanas.
  • Não houve, até o momento, sinalização de interesse por parte de Kim Jong-un em retomar negociações diretas.

O presidente Donald Trump ordenou a redução dos exercícios militares conjuntos entre os Estados Unidos e a Coreia do Sul, argumentando que as manobras são onerosas e vistas como uma provocação por Pyongyang. A decisão impacta diretamente o exercício Ulchi Freedom Shield, que estava programado para ocorrer entre 18 e 27 de agosto. Segundo o governo americano, a medida reflete a boa relação pessoal mantida com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, e busca evitar tensões desnecessárias na península coreana.

A iniciativa, contudo, tem gerado preocupações entre especialistas em defesa e autoridades militares. Críticos da decisão alertam que a redução da prontidão militar ocorre em um momento em que o regime norte-coreano tem aprimorado suas capacidades táticas e adquirido experiência de combate através de seu envolvimento no conflito na Ucrânia. A mudança de postura de Washington coloca o governo sul-coreano em uma posição diplomática delicada, forçando Seul a equilibrar a manutenção de sua aliança estratégica com os EUA e a necessidade de garantir a segurança regional diante da beligerância contínua do Norte.

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