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Hamas reafirma compromisso com plano de paz de Trump para Gaza

O Hamas sinalizou disposição para avançar no plano de paz dos EUA, enquanto o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, mantém a rejeição à proposta.

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Foto: G1 Mundo
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16/08 às 11:02 · atualizado 17/08 às 08:25

Pontos principais

  • Jared Kushner reuniu-se com líderes do Hamas no Egito para discutir o roteiro de paz proposto por Donald Trump.
  • O Hamas declarou estar pronto para a segunda fase do plano, que inclui desarmamento e retirada de tropas israelenses.
  • O grupo palestino exige garantias dos EUA para a transferência de poderes a uma nova administração tecnocrata.
  • Benjamin Netanyahu condiciona qualquer retirada militar ao desarmamento completo do Hamas, rejeitando o cronograma atual.
  • O plano de 15 pontos prevê a entrega de armas a um comitê técnico e a criação de uma força de estabilização internacional.
  • Potências regionais, incluindo Egito, Catar e Turquia, participam da mediação para tentar destravar o impasse diplomático.
  • O primeiro-ministro israelense enfrenta pressão política interna com eleições agendadas para o final de outubro.

O enviado americano Jared Kushner realizou uma série de reuniões diplomáticas no Egito com lideranças do Hamas em uma tentativa de viabilizar o plano de paz para a Faixa de Gaza proposto pela administração do presidente Donald Trump. Durante os encontros, o grupo islâmico reafirmou seu compromisso com o roteiro de 15 pontos, que estabelece diretrizes para o cessar-fogo, o desarmamento de milícias e a subsequente retirada das forças israelenses do território. O Hamas solicitou que os Estados Unidos atuem como garantidores do cumprimento dos termos, visando a transição da governança para uma administração tecnocrata palestina e o início da reconstrução da região.

Contudo, o processo enfrenta um impasse significativo devido à postura do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Apesar dos esforços diplomáticos de Kushner, o premiê israelense mantém a rejeição pública ao plano, condicionando qualquer movimentação militar à rendição total e ao desarmamento completo do grupo. Netanyahu argumenta que a segurança de Israel depende da manutenção de posições estratégicas, enquanto o Hamas acusa o governo israelense de promover escaladas militares para evitar a implementação do acordo de paz.

O cenário é agravado pela pressão política interna em Israel, com eleições marcadas para 27 de outubro, o que limita a margem de manobra do governo nas negociações. Enquanto Kushner se prepara para reuniões subsequentes com Netanyahu, mediadores do Egito, Catar e Turquia intensificam as pressões sobre as partes para que aceitem um cronograma verificável. A iniciativa da Casa Branca busca transformar os compromissos verbais em ações concretas, incluindo a criação de uma Força de Estabilização Internacional, em um momento em que a comunidade internacional cobra uma resolução definitiva para a crise humanitária e política na Faixa de Gaza.

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