Estudo associa Pix ao aumento do trabalho por conta própria no Brasil
Pesquisa do Banco Central e da UFRJ aponta que o Pix impulsionou o empreendedorismo e o trabalho autônomo no país entre 2020 e 2025.
Pontos principais
- O estudo analisou dados do mercado de trabalho e do sistema de pagamentos entre 2012 e 2025.
- Pesquisadores controlaram variáveis como taxa de juros, ciclo econômico e hiato do produto.
- Os resultados indicam uma correlação positiva e estatisticamente significativa entre o uso do Pix e o número de trabalhadores autônomos.
- O trabalho será publicado em dezembro em um livro internacional sobre tecnologias disruptivas no setor financeiro.
Um estudo acadêmico conduzido por especialistas do Banco Central e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) identificou que a implementação do Pix tem atuado como um catalisador para o empreendedorismo no Brasil. A análise, que abrange o período de 2012 a 2025, sugere que a digitalização financeira facilitou a entrada de novos trabalhadores no mercado por conta própria, funcionando como um motor de mudança estrutural na economia nacional. Para garantir a precisão dos resultados, os pesquisadores controlaram fatores macroeconômicos, incluindo a taxa básica de juros e o hiato do produto. Embora os autores reconheçam limitações devido ao tempo de operação ainda recente do sistema de pagamentos instantâneos, a conclusão aponta que a ferramenta ampliou as oportunidades de negócios para pequenos empreendedores. O levantamento completo será publicado em dezembro como parte de uma obra internacional focada em tecnologias disruptivas no setor financeiro.
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