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Galípolo defende Pix após críticas dos EUA sobre concorrência

Presidente do Banco Central rebate acusações americanas e afirma que o Pix é uma ferramenta essencial de inclusão financeira e eficiência.

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Foto: G1 - Economia
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16/07 às 17:45 · atualizado há 19min

Pontos principais

  • Gabriel Galípolo classificou as críticas do Escritório de Comércio dos EUA como pretextos para justificar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.
  • O Banco Central defende que o Pix promove a concorrência e substitui com vantagens o uso de dinheiro físico e cheques.
  • Dados de mercado mostram que o Pix convive com o crescimento do setor de cartões, que saltou de 23 bilhões para 48 bilhões de transações desde 2020.
  • O sistema brasileiro de pagamentos instantâneos já é objeto de cooperação técnica com mais de 47 países.
  • Especialistas e o BC argumentam que o Pix é uma infraestrutura pública legítima, reconhecida por instituições como o FMI e o BIS.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, saiu em defesa do Pix após o Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR) acusar o sistema brasileiro de desfavorecer provedores americanos. Segundo Galípolo, as críticas servem como justificativa para a recente imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, sendo, na visão da autoridade monetária, argumentos infundados que ignoram o papel do Pix na inclusão financeira e na redução de custos de transação no Brasil. O executivo reforçou que o sistema é uma infraestrutura pública reconhecida globalmente por órgãos como o FMI e o BIS, servindo de referência para o desenvolvimento de tecnologias similares em diversas nações.

Além da disputa comercial, o mercado aponta que o Pix atua como um complemento ao ecossistema financeiro, e não como um entrave. Dados do setor indicam que o volume de transações com cartões de crédito e débito continuou em trajetória de alta, dobrando entre 2020 e 2025, o que refuta a tese de que o meio de pagamento instantâneo prejudicaria a concorrência. Com termos de cooperação técnica assinados com mais de 47 países, o modelo brasileiro segue sendo exportado como um benchmark de eficiência, enquanto o governo brasileiro busca contornar as tensões tarifárias impostas pela administração Trump.

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