Galípolo defende Pix após críticas dos EUA sobre concorrência
Presidente do Banco Central rebate acusações americanas e afirma que o Pix é uma ferramenta essencial de inclusão financeira e eficiência.
Pontos principais
- Gabriel Galípolo classificou as críticas do Escritório de Comércio dos EUA como pretextos para justificar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.
- O Banco Central defende que o Pix promove a concorrência e substitui com vantagens o uso de dinheiro físico e cheques.
- Dados de mercado mostram que o Pix convive com o crescimento do setor de cartões, que saltou de 23 bilhões para 48 bilhões de transações desde 2020.
- O sistema brasileiro de pagamentos instantâneos já é objeto de cooperação técnica com mais de 47 países.
- Especialistas e o BC argumentam que o Pix é uma infraestrutura pública legítima, reconhecida por instituições como o FMI e o BIS.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, saiu em defesa do Pix após o Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR) acusar o sistema brasileiro de desfavorecer provedores americanos. Segundo Galípolo, as críticas servem como justificativa para a recente imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, sendo, na visão da autoridade monetária, argumentos infundados que ignoram o papel do Pix na inclusão financeira e na redução de custos de transação no Brasil. O executivo reforçou que o sistema é uma infraestrutura pública reconhecida globalmente por órgãos como o FMI e o BIS, servindo de referência para o desenvolvimento de tecnologias similares em diversas nações.
Além da disputa comercial, o mercado aponta que o Pix atua como um complemento ao ecossistema financeiro, e não como um entrave. Dados do setor indicam que o volume de transações com cartões de crédito e débito continuou em trajetória de alta, dobrando entre 2020 e 2025, o que refuta a tese de que o meio de pagamento instantâneo prejudicaria a concorrência. Com termos de cooperação técnica assinados com mais de 47 países, o modelo brasileiro segue sendo exportado como um benchmark de eficiência, enquanto o governo brasileiro busca contornar as tensões tarifárias impostas pela administração Trump.
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