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Galípolo rebate críticas dos EUA ao Pix e defende sistema brasileiro

O presidente do Banco Central classificou as acusações americanas de concorrência desleal como pretextos para justificar novas tarifas comerciais.

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Foto: G1 - Economia
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16/07 às 17:45 · atualizado 17/07 às 05:31

Pontos principais

  • Gabriel Galípolo afirmou que o Pix é uma infraestrutura pública essencial para a inclusão financeira no Brasil.
  • O governo dos EUA incluiu o Pix como argumento para impor tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.
  • O Escritório de Comércio americano alega que o sistema estatal prejudica provedores privados dos EUA.
  • Dados do mercado mostram que o uso de cartões cresceu simultaneamente à expansão do Pix desde 2020.
  • O Banco Central brasileiro mantém acordos de cooperação técnica com mais de 47 países para exportar a tecnologia.
  • Galípolo destacou que o sistema é reconhecido internacionalmente por instituições como o FMI e o BIS.
  • O governo brasileiro nega as irregularidades e planeja responder às medidas tarifárias com base na reciprocidade.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, defendeu a legitimidade e a eficácia do Pix diante das recentes críticas do governo dos Estados Unidos. Em resposta às alegações do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), que aponta o sistema de pagamentos instantâneos como uma prática de concorrência desleal, Galípolo classificou os argumentos como uma justificativa infundada para a imposição de tarifas de 25% sobre exportações brasileiras. Segundo o presidente do BC, o Pix atua como uma ferramenta de inclusão financeira e eficiência, sem comprometer a operação de empresas privadas de cartões, que registraram crescimento no volume de transações nos últimos anos.

A controvérsia ocorre em um momento de tensão comercial entre os dois países. Enquanto autoridades americanas sugerem que a gestão pública do Pix prejudica provedores privados, especialistas e o próprio Banco Central brasileiro argumentam que o sistema funciona como um complemento ao mercado financeiro. O modelo brasileiro tornou-se referência global, sendo estudado por diversas nações interessadas em implementar tecnologias similares. O Banco Central reafirmou que o Pix continuará sendo um serviço gratuito e seguro, mantendo sua estratégia de cooperação técnica internacional para a exportação do modelo de pagamentos instantâneos.

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