Ações do Banco do Brasil caem após alta na inadimplência
Mesmo com lucro de R$ 3,9 bilhões no 2º trimestre de 2026, papéis do banco recuam devido à deterioração da carteira de crédito e inadimplência.
Pontos principais
- O Banco do Brasil reportou lucro líquido ajustado de R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre de 2026.
- A inadimplência acima de 90 dias em cartões de crédito saltou de 7,1% para 14,6% no período.
- O aumento do custo de crédito superou o crescimento do lucro, elevando a percepção de risco dos investidores.
- Analistas do Goldman Sachs reduziram o preço-alvo das ações e mantiveram recomendação de venda.
- O banco atribui o cenário a dificuldades no agronegócio e mudanças em produtos de parcelamento.
As ações do Banco do Brasil registraram queda no mercado financeiro após a divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2026. Embora a instituição tenha reportado um lucro líquido ajustado de R$ 3,9 bilhões, representando um crescimento de 3,3% em relação ao ano anterior, a reação dos investidores foi negativa devido ao aumento expressivo na inadimplência. O índice de atrasos superiores a 90 dias em cartões de crédito dobrou, atingindo 14,6%, o que elevou o custo de crédito e gerou preocupações sobre a qualidade da carteira.
O banco justificou o desempenho pela contaminação da carteira por produtores rurais e pela descontinuidade de uma funcionalidade de parcelamento. Enquanto analistas do JPMorgan classificam o episódio como um caso isolado, o Goldman Sachs revisou para baixo suas estimativas de lucro. Para mitigar os impactos, a instituição aposta na renegociação de dívidas do agronegócio via Medida Provisória.
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