Ações do Banco do Brasil caem 3,42% após balanço do 2T26
Após o lucro de R$ 3,9 bi, as ações do Banco do Brasil recuaram 3,42% na B3, com o mercado reagindo à deterioração na qualidade do crédito e nos índices de capital.
Pontos principais
- O lucro líquido ajustado do Banco do Brasil atingiu R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre de 2026.
- As ações da instituição recuaram 3,42% na B3, sendo negociadas a R$ 18,35 após a divulgação dos resultados.
- O índice de capital principal (CET1) recuou para 11,27%, pressionado por ajustes atuariais e ativos fiscais.
- A inadimplência no setor de agronegócio registrou o 12º trimestre consecutivo de alta.
- O banco planeja utilizar a MP 1.376/2026 para renegociar dívidas rurais e conter o avanço dos calotes.
- A carteira de crédito total da instituição alcançou R$ 1,31 trilhão em junho de 2026.
O Banco do Brasil reportou um lucro líquido ajustado de R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre de 2026, superando as estimativas iniciais do mercado. Apesar do resultado positivo, a reação dos investidores foi negativa, com as ações da instituição registrando queda de 3,42% na B3, sendo negociadas a R$ 18,35 no pregão desta quarta-feira. O movimento reflete a cautela do mercado diante da deterioração na qualidade da carteira de crédito e da pressão sobre a estrutura de capital do banco. O principal ponto de atenção é o segmento do agronegócio, que enfrenta o 12º trimestre consecutivo de alta na inadimplência. O vice-presidente financeiro, Geovanne Tobias, classificou a situação como um desafio severo, o que levou a instituição a elevar as provisões para perdas. Como reflexo, o índice de capital principal (CET1) recuou para 11,27%, forçando o banco a operar no limite mínimo de payout aos acionistas para preservar sua solidez financeira. Para mitigar os impactos, a administração aposta na utilização da MP 1.376/2026, que visa facilitar a renegociação de dívidas rurais e elevar a pontualidade dos pagamentos. Embora a presidenta Tarciana Medeiros tenha destacado a recuperação de R$ 2 bilhões em crédito, analistas de instituições como XP, Itaú BBA e Goldman Sachs mantêm cautela. A manutenção do guidance anual, embora reafirmada pelo banco, é vista pelo mercado como um objetivo ambicioso, dado que a visibilidade operacional para o segundo semestre permanece limitada pelos riscos persistentes no campo e pela volatilidade macroeconômica.
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