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Vendas no varejo brasileiro sobem 0,5% em junho de 2026

O volume de vendas no varejo restrito superou as expectativas do mercado em junho, enquanto o varejo ampliado registrou queda de 1,0% no período.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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13/08 às 09:32, atualizado 16:03

Pontos principais

  • O varejo restrito cresceu 0,5% em junho na comparação mensal, superando a projeção de 0,30% dos analistas.
  • No acumulado do primeiro semestre de 2026, o setor varejista registra alta de 1,9% frente ao mesmo período de 2025.
  • O segmento de supermercados, alimentos e bebidas foi o principal motor da alta, com crescimento de 1,1%.
  • O varejo ampliado, que engloba veículos e materiais de construção, recuou 1,0% em junho.
  • A desaceleração da inflação de itens essenciais e o aumento da ocupação no mercado de trabalho sustentam o resultado positivo.
  • O custo elevado do crédito, influenciado pela taxa Selic, continua pressionando o consumo de bens de maior valor.
  • O setor de comércio varejista encontra-se atualmente 0,8% abaixo do recorde histórico atingido em março de 2026.

O comércio varejista brasileiro apresentou um desempenho positivo em junho de 2026, com o volume de vendas do varejo restrito avançando 0,5% em relação a maio. O resultado, divulgado pelo IBGE por meio da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), superou as expectativas do mercado, que projetava um crescimento mais modesto de 0,30%. Este é o segundo mês consecutivo de alta para o setor, que acumula um avanço de 1,9% no primeiro semestre do ano, um desempenho superior ao observado em anos recentes. O crescimento foi impulsionado principalmente pelo setor de hipermercados e supermercados, que registrou alta de 1,1%, beneficiado pela desaceleração da inflação em itens básicos e pelo aumento do número de pessoas ocupadas no mercado de trabalho.

Em contrapartida, o varejo ampliado — que inclui setores mais sensíveis a financiamentos, como veículos e materiais de construção — apresentou um recuo de 1,0% no mesmo período. A divergência entre os indicadores reflete o impacto desigual da política monetária restritiva sobre o consumo das famílias. Com a taxa Selic em 14% ao ano, o custo do crédito permanece elevado, o que desestimula a compra de bens duráveis e decisões de financiamento de longo prazo. Enquanto o consumo de itens essenciais demonstra resiliência, o setor de bens de maior valor enfrenta dificuldades para manter o ritmo de expansão.

Especialistas do mercado apontam que o cenário atual é de estabilidade com crescimento moderado, condicionado pelo equilíbrio entre a melhora na renda das famílias e a pressão dos juros. Embora o varejo restrito tenha mostrado força, o setor ainda opera 0,8% abaixo do seu recorde histórico, registrado em março de 2026. A tendência para os próximos meses, segundo projeções como as do IBEVAR, deve ser de manutenção desse comportamento de duas velocidades, onde o consumo de itens básicos sustenta a atividade econômica enquanto o crédito caro limita o avanço do varejo ampliado.

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