Vendas no varejo brasileiro sobem 0,1% em maio e frustram mercado
O volume de vendas no varejo cresceu 0,1% em maio, interrompendo quedas anteriores, mas o resultado ficou abaixo das expectativas de analistas.
Pontos principais
- O volume de vendas no varejo brasileiro registrou alta de 0,1% em maio na comparação com abril.
- O resultado interrompeu a sequência de quedas observada nos meses anteriores.
- O desempenho ficou abaixo da expectativa do mercado, que projetava um avanço de 0,50%.
- Na comparação anual, o setor apresentou um crescimento de 0,4%, enquanto o acumulado em 12 meses é de 1,4%.
- O setor de livros, jornais, revistas e papelaria liderou o crescimento mensal com alta de 15,2%.
- O varejo ampliado, que engloba veículos e materiais de construção, recuou 0,2% no período.
- A média móvel trimestral recuou 0,2%, sinalizando uma tendência de desaceleração no setor.
O comércio varejista brasileiro registrou um crescimento de 0,1% em maio de 2026, segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio divulgados pelo IBGE. Embora o resultado tenha interrompido a sequência de quedas registrada em abril, o desempenho frustrou as projeções do mercado financeiro, que esperava uma alta de 0,50% para o período. O avanço mensal foi impulsionado principalmente pelo setor de livros, jornais, revistas e papelaria, que apresentou um salto de 15,2%, além de contribuições positivas de vestuário e eletrodomésticos. Em contrapartida, segmentos como supermercados e equipamentos de informática registraram retração.
Apesar da leve alta mensal, a tendência de desaceleração do setor permanece evidente. A média móvel trimestral recuou 0,2% no período encerrado em maio, refletindo um ritmo de crescimento mais contido na comparação com meses anteriores. Além disso, o varejo ampliado — que inclui setores de maior valor agregado, como veículos e materiais de construção — apresentou queda de 0,2%. No acumulado de 12 meses, o setor mantém um crescimento de 1,4%, mas a fragilidade dos dados recentes reforça a cautela de analistas sobre a dinâmica de consumo das famílias brasileiras no curto prazo.
Comentários
Carregando comentários...
