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Vendas no varejo brasileiro recuam 0,8% em julho

O volume de vendas do varejo restrito recuou 0,8% em julho ante junho, abaixo da expectativa do mercado, enquanto o indicador ampliado, que soma veículos e material de construção, subiu 0,4% no período, segundo o IBGE.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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15/09 às 09:32, atualizado 12:33

Pontos principais

  • O volume de vendas do varejo restrito recuou 0,8% em julho ante junho, na série com ajuste sazonal do IBGE.
  • O resultado ficou abaixo da projeção de analistas, que esperavam uma queda menor, de 0,20%.
  • Cinco das oito atividades pesquisadas caíram; as outras três (farmacêuticos, informática e combustíveis) subiram até 0,6%.
  • Móveis e eletrodomésticos tiveram a maior queda, de 4,9%, a pior variação mensal do setor desde dezembro de 2023 (-6,6%).
  • O varejo ampliado, que soma veículos e material de construção ao índice, subiu 0,4% no mês, revertendo a queda de 1,1% de junho.
  • A média móvel trimestral do varejo restrito ficou em -0,1% no trimestre encerrado em julho, menos negativa que os -0,2% do trimestre anterior.
  • Na comparação com julho de 2025, o varejo cresceu 1,2%, acumulando alta de 1,8% no ano e de 1,6% em 12 meses.
  • Especialistas apontam o impacto da política monetária contracionista e o alto endividamento das famílias.
  • A base de comparação elevada devido a compras antecipadas para a Copa do Mundo também influenciou o resultado.
  • O recuo mensal atingiu 20 das 27 unidades da federação; Amapá e Tocantins tiveram as maiores quedas (-2,5% cada), e Espírito Santo, a maior alta (3,0%).

O comércio varejista brasileiro registrou queda de 0,8% no volume de vendas em julho na comparação com junho, na série com ajuste sazonal divulgada pelo IBGE nesta terça-feira. O resultado ficou abaixo da expectativa do mercado, que projetava uma retração menor. A média móvel trimestral do varejo restrito, porém, ficou em -0,1% no trimestre encerrado em julho, resultado menos negativo que os -0,2% do trimestre fechado em junho, segundo o instituto.

Analistas atribuem o recuo mensal a uma combinação de fatores, incluindo o impacto defasado da política monetária contracionista e o alto endividamento das famílias, que limita o consumo discricionário. O setor também sofreu com uma base de comparação elevada, influenciada pela antecipação de compras de itens como televisores durante a Copa do Mundo. Móveis e eletrodomésticos foram os mais afetados, com queda de 4,9%, a maior retração mensal do setor desde dezembro de 2023, quando havia recuado 6,6%, segundo o IBGE.

O varejo ampliado, que soma ao índice as vendas de veículos, motos e material de construção, seguiu direção oposta e subiu 0,4% em julho, revertendo a queda de 1,1% registrada em junho. Na comparação regional, o recuo do varejo restrito atingiu 20 das 27 unidades da federação, com as maiores quedas em Amapá e Tocantins (-2,5% cada); Espírito Santo teve a maior alta, de 3,0%.

O resultado ganha relevância adicional por ocorrer às vésperas da reunião do Copom, que decidirá sobre a taxa Selic, atualmente em 14%. Com o enfraquecimento da demanda interna, instituições financeiras já começaram a revisar para baixo as projeções de crescimento econômico, antecipando dados mais fracos para o IBC-Br de julho.

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