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Congresso adia instalação de comissão e taxa das blusinhas corre risco

O impasse na escolha da relatoria da MP 1357/26 adia a votação da isenção do imposto de 20% sobre importações de até US$ 50, que pode retornar em setembro.

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Foto: G1 Política
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13/08 às 05:45, atualizado 12:35

Pontos principais

  • A reunião para instalar a comissão mista que analisa a MP 1357/26 foi cancelada devido a impasses políticos.
  • A nova data para a definição da presidência e relatoria do colegiado foi agendada para o dia 1º de setembro.
  • A medida provisória suspendeu temporariamente a cobrança do Imposto de Importação de 20% sobre remessas de até US$ 50.
  • Caso o Congresso não aprove a MP até o dia 8 de setembro, a alíquota de 20% será retomada automaticamente no dia seguinte.
  • A taxa, apelidada de 'taxa das blusinhas', foi implementada em 2024 com o objetivo de proteger o varejo nacional.
  • A suspensão da cobrança está em vigor desde maio de 2026, mas o ICMS estadual sobre essas compras permanece inalterado.
  • O governo federal busca evitar o desgaste político que o retorno da taxação poderia causar próximo ao período eleitoral.

A instalação da comissão mista responsável pela análise da Medida Provisória 1357/26, que trata da isenção do Imposto de Importação sobre remessas internacionais de até US$ 50, foi novamente adiada. O cancelamento da reunião, que ocorreria nesta quinta-feira (13), foi motivado pela falta de consenso entre os líderes partidários sobre a escolha do presidente e do relator do colegiado. O impasse reflete tensões políticas no Congresso e atrasa a tramitação de uma pauta sensível para o governo federal. A nova tentativa de instalação da comissão está marcada para o dia 1º de setembro. A urgência na votação deve-se ao prazo de validade da MP, que expira em 8 de setembro. Se o texto não for aprovado pelo Legislativo até essa data, a alíquota de 20% sobre compras de baixo valor, conhecida popularmente como 'taxa das blusinhas', voltará a ser cobrada automaticamente a partir do dia 9. O governo teme que o retorno da tributação gere um desgaste político significativo, enquanto o varejo nacional mantém pressão pela manutenção da taxa, alegando a necessidade de isonomia tributária frente aos produtos importados. Vale ressaltar que a suspensão federal não altera a cobrança do ICMS, que continua sendo aplicada pelos estados sobre essas transações.

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