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Mercados sobem com expectativa de manutenção de juros pelo Fed

Índices futuros dos EUA avançam após dados de inflação ao produtor reforçarem a aposta de que o Federal Reserve manterá as taxas de juros inalteradas.

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Foto: G1 - Economia
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13/08 às 06:01 · atualizado 17:34

Pontos principais

  • Índices futuros americanos operam em alta após o PPI de julho subir 4,7%, abaixo da expectativa de 4,9%.
  • Mercado precifica 65% de probabilidade de manutenção dos juros pelo Federal Reserve na reunião de setembro.
  • S&P 500 atingiu recorde intradiário impulsionado pela valorização de empresas de tecnologia como Microsoft e Nvidia.
  • Preços do petróleo recuam diante de previsões de queda na demanda global e aumento dos estoques americanos.
  • Bolsas europeias fecharam estáveis, com investidores ajustando expectativas para a política monetária global.
  • Ibovespa Futuro opera em baixa, pressionado por incertezas macroeconômicas e geopolíticas locais.
  • Taxas dos DIs no Brasil fecharam majoritariamente em alta, refletindo a cautela com a curva de juros.
  • Ouro recuou 1,05% na Comex, interrompendo sequência de altas após a divulgação dos dados de inflação dos EUA.
  • PIB do Reino Unido cresceu 0,4% no segundo trimestre, em linha com as projeções do mercado.
  • Tensões no Estreito de Ormuz seguem no radar como fator de volatilidade para os preços de energia.

Os mercados financeiros globais operam com otimismo nesta quinta-feira, impulsionados por dados de inflação nos Estados Unidos que vieram abaixo do esperado. O Índice de Preços ao Produtor (PPI) de julho registrou uma alta anual de 4,7%, superando a expectativa de 4,9% e reforçando a percepção de que a trajetória inflacionária está em desaceleração. Esse cenário consolidou a aposta de investidores de que o Federal Reserve manterá as taxas de juros inalteradas em sua próxima reunião de setembro, elevando o S&P 500 a um novo recorde intradiário.

Enquanto o setor de tecnologia lidera os ganhos em Wall Street, o mercado de commodities apresenta um comportamento distinto. Os preços do petróleo recuaram significativamente, pressionados por revisões na demanda global divulgadas pela Agência Internacional de Energia e pelo aumento dos estoques nos EUA. Paralelamente, o ouro, que vinha de uma sequência de altas, sofreu uma correção de 1,05%, refletindo o ajuste de portfólios diante da estabilização das expectativas sobre a política monetária americana.

No cenário doméstico brasileiro, o Ibovespa Futuro opera em terreno negativo, refletindo a cautela dos investidores com a curva de juros futuros e o ambiente geopolítico. Embora o varejo tenha apresentado um crescimento de 0,5% em junho, superando as projeções, a pressão externa e a incerteza sobre a política fiscal mantêm o índice sob estresse. A atenção agora se volta para a agenda de balanços corporativos do segundo trimestre e para as declarações de autoridades monetárias, que buscam calibrar as expectativas em um ambiente de volatilidade global persistente.

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