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Foxconn registra lucro recorde no 2º trimestre de 2026 com alta de 41% na receita

Impulsionada pela demanda por servidores de IA, a Foxconn superou expectativas de mercado e viu sua divisão de nuvem e redes ultrapassar 50% do faturamento total.

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Foto: Times Brasil
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12/08 às 07:30, atualizado 17:04

Pontos principais

  • Receita do segundo trimestre atingiu NT$ 2,53 trilhões, um crescimento de 41% em relação ao ano anterior.
  • Lucro líquido subiu 35%, totalizando NT$ 59,97 bilhões, superando o consenso de mercado.
  • Pela primeira vez, a divisão de nuvem e redes representou mais de 50% da receita total da empresa.
  • Participação dos eletrônicos de consumo, que inclui a montagem de iPhones, recuou para 29%.
  • Empresa projeta que o ciclo de investimentos em infraestrutura de IA deve durar de três a cinco anos.
  • Racks Vera Rubin para servidores de IA começam a ser enviados no quarto trimestre de 2026.
  • Capex da companhia para 2026 tem previsão de crescimento superior a 30%.

A Foxconn, maior fabricante mundial de eletrônicos, reportou resultados financeiros expressivos no segundo trimestre de 2026, consolidando uma mudança estrutural em seu modelo de negócios. A receita da companhia saltou 41% na comparação anual, atingindo aproximadamente US$ 78,4 bilhões, enquanto o lucro líquido avançou 35%, chegando a US$ 1,86 bilhão. O desempenho superou as estimativas de analistas, sendo impulsionado majoritariamente pela explosão na demanda por infraestrutura de inteligência artificial.

O marco mais significativo do balanço foi a participação da divisão de nuvem e redes, que pela primeira vez na história da empresa superou a marca de 50% do faturamento total. Esse movimento reflete a consolidação da Foxconn como fornecedora estratégica de servidores para gigantes do setor, como a Nvidia. Em contrapartida, a dependência histórica da montagem de dispositivos de consumo, como os iPhones da Apple, diminuiu, com esse segmento representando agora 29% da receita, um sinal de que a transição para hardware de IA é um movimento permanente.

O presidente do conselho, Young Liu, sinalizou otimismo com o futuro, projetando que o ciclo de investimentos em infraestrutura de IA deve manter um ritmo acelerado pelos próximos três a cinco anos. Para sustentar esse crescimento, a empresa planeja elevar seu capex em mais de 30% em 2026. Além disso, a companhia se prepara para iniciar o envio dos novos racks Vera Rubin no quarto trimestre, visando capturar uma fatia superior a 40% do mercado global de ASICs, reforçando sua posição central na cadeia de suprimentos tecnológica global.

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