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Putin ameaça retaliar países da UE por apreensão de navios russos

O presidente russo classificou a retenção de embarcações de sua frota comercial como pirataria e prometeu responder na mesma medida a ações ocidentais.

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Foto: G1 Mundo
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12/08 às 07:46 · atualizado 13:04

Pontos principais

  • Vladimir Putin afirmou que a Rússia retaliará países europeus que apreenderem navios mercantes russos.
  • O líder russo classificou as ações da União Europeia contra a chamada 'frota fantasma' como pirataria e banditismo.
  • A ameaça foi proferida durante uma visita de Putin à ilha de Sakhalin, onde acompanhava exercícios militares.
  • Dmitry Medvedev, vice-presidente do Conselho de Segurança, sugeriu o direito de atacar navios comerciais inimigos em águas neutras.
  • A União Europeia intensifica a fiscalização sobre navios russos para impedir que sanções sejam burladas no transporte de petróleo.
  • O governo russo alega que a apreensão e venda de cargas violam o direito marítimo internacional e direitos de propriedade.
  • Putin também aproveitou a ocasião para criticar a expansão da Otan nas regiões do Ártico e da Ásia-Pacífico.

O presidente russo, Vladimir Putin, emitiu um alerta severo contra nações europeias, ameaçando retaliações caso a União Europeia prossiga com a apreensão de navios mercantes russos. A declaração, feita durante exercícios militares na ilha de Sakhalin, classifica as medidas de fiscalização do bloco — focadas na chamada 'frota fantasma' russa — como atos de pirataria e violações do direito internacional. A frota em questão é utilizada por Moscou para contornar sanções econômicas impostas pelo Ocidente, especialmente no transporte de petróleo. O tom foi elevado por Dmitry Medvedev, vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, que sugeriu que o país teria legitimidade para atacar embarcações comerciais de nações consideradas hostis, mesmo em águas neutras. A retórica russa visa dissuadir o bloco europeu de liquidar ativos retidos, marcando um novo ponto de tensão na disputa comercial e geopolítica em curso. Além da questão marítima, Putin reiterou críticas à expansão da Otan nas regiões do Ártico e da Ásia-Pacífico, classificando o movimento como uma ameaça direta à segurança nacional. A escalada verbal reflete o agravamento das relações entre Moscou e o Ocidente, com ambos os lados endurecendo suas posições sobre o cumprimento de sanções e a soberania de rotas comerciais globais.

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