Durante as celebrações do Dia da Vitória, que marcam a derrota da Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial, o presidente russo Vladimir Putin utilizou o palanque na Praça Vermelha para intensificar sua retórica contra o Ocidente. Em um evento realizado com escala reduzida e sob forte esquema de segurança, o líder russo afirmou que suas tropas enfrentam uma força agressiva apoiada pela OTAN. A cerimônia, que contou com a presença de tropas norte-coreanas, serviu como instrumento de legitimação política em um momento de desgaste prolongado das forças russas no território ucraniano, com o poderio bélico sendo exibido apenas por meio de telões.
O cenário geopolítico é marcado pela tentativa de interrupção das hostilidades. Rússia e Ucrânia iniciaram um cessar-fogo de três dias, mediado pelo presidente Donald Trump, que deveria durar de sábado a segunda-feira. No entanto, o período de trégua tem sido marcado por trocas de acusações entre Kiev e Moscou sobre violações, com ambos os lados reportando ataques de drones e artilharia. Apesar da tensão, as partes mantêm o compromisso de realizar uma troca de 1.000 prisioneiros durante o período acordado, um movimento visto como um passo diplomático em meio ao impasse militar.
Internamente, o governo russo reforçou o controle sobre a capital, incluindo o corte de internet no centro de Moscou, para evitar instabilidades. Enquanto o Kremlin busca manter o apoio doméstico, vozes críticas alertam para a fragilidade da economia russa diante dos custos da mobilização militar. Ao reiterar que os objetivos da Rússia são inegociáveis, Putin tenta equilibrar a narrativa de força nacional com a realidade de um conflito que impõe desafios estruturais significativos ao país, mesmo com as tentativas de mediação internacional em curso.
G1 Mundo • 9 mai, 14:22
InfoMoney • 9 mai, 12:30
G1 Mundo • 9 mai, 10:23
11 mai, 14:34
9 mai, 22:31
9 mai, 11:32
8 mai, 16:02
29 abr, 06:08
Carregando comentários...