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Americanas registra prejuízo de R$ 603 milhões no primeiro semestre de 2026

A varejista reportou prejuízo de R$ 603 milhões no semestre, apesar de um crescimento de 5,2% na receita bruta em relação ao mesmo período do ano anterior.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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12/08 às 20:45 · atualizado 13/08 às 08:03

Pontos principais

  • O prejuízo líquido no primeiro semestre de 2026 foi de R$ 603 milhões, alta de 1,5% na comparação anual.
  • No segundo trimestre de 2026, a empresa registrou prejuízo de R$ 274 milhões, quase o triplo dos R$ 98 milhões do mesmo período de 2025.
  • A receita bruta da companhia atingiu R$ 7,2 bilhões no acumulado do semestre.
  • O Ebitda ajustado no segundo trimestre caiu 51,5%, totalizando R$ 145 milhões.
  • A receita líquida consolidada do segundo trimestre recuou 1,7%, enquanto o canal digital cresceu 77,4%.
  • A diretoria atribuiu parte da queda trimestral à mudança no calendário da Páscoa.
  • A empresa segue em processo de reestruturação financeira após encerrar sua recuperação judicial.

A Americanas divulgou seus resultados financeiros referentes ao primeiro semestre de 2026, reportando um prejuízo líquido de R$ 603 milhões. O montante representa um aumento de 1,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, mesmo com a companhia registrando um crescimento de 5,2% em sua receita bruta, que alcançou R$ 7,2 bilhões. O balanço do segundo trimestre, especificamente, mostrou uma perda de R$ 274 milhões, valor quase três vezes superior ao registrado no mesmo intervalo de 2025, embora a administração tenha destacado uma melhora operacional em comparação ao primeiro trimestre deste ano.

Segundo a diretoria da varejista, o desempenho trimestral foi impactado por fatores sazonais, como a alteração no calendário da Páscoa, que antecipou vendas para o início do ano. Apesar dos números negativos, o CEO da Americanas afirmou que a operação da empresa saiu de uma fase crítica, comparando o atual momento de reestruturação à saída de uma UTI para o quarto. A companhia continua focada em estratégias de controle de custos, despesas e venda de ativos para reduzir o endividamento e fortalecer seu capital de giro, cinco meses após o encerramento oficial do processo de recuperação judicial.

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