Países do BRICS discutem integração de sistemas de pagamentos e CBDCs
O bloco avalia conectar sistemas de pagamentos rápidos e moedas digitais para reduzir custos e a dependência de infraestruturas financeiras tradicionais.
Pontos principais
- O presidente do Banco Central da Índia, Sanjay Malhotra, confirmou as negociações para a interoperabilidade entre sistemas nacionais.
- A proposta foca na utilização de moedas digitais de bancos centrais (CBDCs) para viabilizar transações transfronteiriças mais eficientes.
- O tema deve ser um dos eixos centrais da 18ª Cúpula do BRICS, prevista para setembro de 2026, na Índia.
- A iniciativa busca diminuir a dependência de sistemas de pagamentos globais convencionais e reduzir taxas operacionais.
- O Banco Central do Brasil participa das discussões enquanto avança com o projeto do 'Pix Internacional'.
- A Índia tem liderado esforços para promover o uso de moedas locais e a internacionalização da rupia no comércio do bloco.
Os países membros do BRICS estão em negociações avançadas para integrar seus respectivos sistemas de pagamentos rápidos e explorar o uso de moedas digitais de bancos centrais (CBDCs). Segundo o presidente do Banco Central da Índia, Sanjay Malhotra, o objetivo central da iniciativa é criar uma infraestrutura que facilite transações financeiras entre as nações do bloco, reduzindo significativamente os custos operacionais e a dependência de sistemas de pagamentos internacionais tradicionais. A pauta é vista como um passo estratégico para fortalecer a cooperação econômica entre os países integrantes.
O desenvolvimento dessa rede de pagamentos transfronteiriços deve ganhar tração nos próximos meses, com foco na interoperabilidade entre as moedas digitais emitidas pelas autoridades monetárias do grupo. A Índia, que sediará a 18ª Cúpula do BRICS em setembro de 2026, tem atuado como um dos principais articuladores dessa agenda, buscando ampliar o uso de moedas locais no comércio exterior e consolidar alternativas aos modelos financeiros vigentes. A integração pretende oferecer uma alternativa mais ágil e barata para o fluxo de capitais entre as economias emergentes.
Paralelamente, o Banco Central do Brasil segue com o desenvolvimento do 'Pix Internacional', projeto que visa conectar o sistema brasileiro a plataformas de pagamentos instantâneos de outros países. Embora o Pix já possua aceitação limitada em mercados como Argentina, Estados Unidos e Portugal, a integração no âmbito do BRICS representa uma escala maior de conectividade. Especialistas apontam que, embora a medida prometa eficiência, a expansão internacional exigirá adaptações regulatórias rigorosas e reforços na segurança cibernética para mitigar riscos de fraudes e garantir a integridade das transações em um ambiente globalizado.
Tópicos relacionados
Cobertura da mídia
Brics discutem integração de sistemas de pagamento e moedas digitais, diz presidente do BC da Índia
Folha de São Paulo - Mercado • 11 ago, 13:41
Banco Central Quer Barrar Mensagens Ofensivas e Intimidatórias Enviadas pelo Pix
Forbes Brasil Tech • 11 ago, 12:41
Pix internacional pode pressionar bandeiras de cartões, diz especialista
Times Brasil • 11 ago, 12:30
Comentários
Carregando comentários...
