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Microsoft planeja revelar chip de IA Maia 300 em setembro

A Microsoft prepara o lançamento do chip Maia 300 para este ano e negocia com a TSMC a produção de 300 mil unidades para 2027, visando reduzir a dependência da Nvidia.

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Foto: Techstartups
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10/08 às 10:32 · atualizado 14:03

Pontos principais

  • O anúncio oficial do chip Maia 300 está previsto para ocorrer no próximo outono, possivelmente em setembro de 2026.
  • A Microsoft está em negociações avançadas com a TSMC para fabricar mais de 300 mil unidades do processador com entrega em 2027.
  • A estratégia de longo prazo da companhia é atingir uma capacidade produtiva superior a 1 milhão de unidades.
  • O projeto busca atrair clientes de nuvem, como a Anthropic, para a adoção de hardware proprietário.
  • A iniciativa visa diminuir a dependência da Microsoft em relação aos chips de inteligência artificial fornecidos pela Nvidia.
  • O Maia 300 sucede a primeira geração de chips Maia, lançada em 2023, e o modelo Maia 200, apresentado em janeiro de 2026.

A Microsoft planeja revelar a nova geração de seu chip de inteligência artificial, o Maia 300, ainda neste ano. Segundo fontes do setor, o anúncio oficial deve ocorrer em setembro, marcando um passo importante na estratégia da empresa para fortalecer seu ecossistema de hardware proprietário. O movimento reflete o esforço da gigante de tecnologia em reduzir sua dependência de processadores da Nvidia, seguindo uma tendência adotada por outras companhias como Google, Meta e Amazon, que também investem no desenvolvimento de chips próprios para atender à crescente demanda por processamento de IA.

Para viabilizar a escala do novo componente, a Microsoft está em negociações avançadas com a TSMC. O objetivo imediato é garantir a fabricação de mais de 300 mil unidades do Maia 300 para entrega em 2027. Em uma perspectiva de longo prazo, a empresa projeta expandir essa capacidade produtiva para superar a marca de 1 milhão de unidades. A tecnologia, que sucede o Maia 200 — chip baseado em processo de 3nm com 140 bilhões de transistores —, é vista como um diferencial competitivo para atrair grandes clientes de nuvem, como a Anthropic, para a infraestrutura da Microsoft.

Apesar da ambição do projeto, analistas apontam que a disponibilidade de componentes e a complexidade da cadeia de suprimentos podem representar desafios para o cumprimento das metas. Embora a primeira geração de chips Maia tenha tido uma adoção limitada pela base de clientes, a Microsoft mantém o foco em consolidar sua autonomia tecnológica. A transição para hardware próprio é considerada essencial para sustentar a expansão de seus serviços de inteligência artificial, permitindo maior controle sobre custos e eficiência operacional em um mercado altamente competitivo.

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