Bolsas asiáticas fecham em alta impulsionadas por Wall Street e China
Mercados na Ásia registraram ganhos após otimismo em Nova York e dados de inflação chinesa, enquanto a bolsa australiana encerrou o dia em queda.
Pontos principais
- O índice japonês Nikkei liderou os ganhos na região com alta de 2,08%.
- Mercados na China continental subiram após dados de inflação abaixo do esperado.
- O índice sul-coreano Kospi avançou 0,65%, apesar da desvalorização de gigantes de tecnologia.
- O desempenho positivo foi influenciado pela expectativa de juros menores pelo Federal Reserve.
- A bolsa australiana foi a exceção regional, registrando recuo de 0,33% no pregão.
As bolsas asiáticas encerraram o pregão majoritariamente em alta, sustentadas pelo otimismo vindo de Wall Street e por indicadores econômicos favoráveis na China. O mercado japonês foi o principal destaque, com o índice Nikkei subindo 2,08% impulsionado por um forte desempenho no setor de tecnologia e semicondutores. Na China continental, os índices também operaram no campo positivo após a divulgação de dados de inflação doméstica que vieram abaixo das projeções de mercado, aliviando preocupações sobre a economia local. Na Coreia do Sul, o Kospi avançou 0,65%, mesmo com a pressão negativa sobre ações de empresas como Samsung Electronics e SK Hynix. A bolsa australiana, contudo, destoou do movimento regional e fechou com queda de 0,33%.
O movimento de alta na Ásia reflete o otimismo dos investidores globais com a política monetária dos Estados Unidos, diante de expectativas de que o Federal Reserve possa reduzir as taxas de juros após sinais de desaceleração no mercado de trabalho americano. Paralelamente, o cenário global permanece atento às tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã, que elevaram os preços do petróleo em cerca de 5% devido a incertezas sobre o tráfego no Estreito de Ormuz. Enquanto os mercados asiáticos reagiram positivamente aos fundamentos econômicos, as bolsas de Nova York mantiveram estabilidade, refletindo a cautela dos investidores diante do impasse diplomático e da pressão econômica exercida pelo governo do presidente Donald Trump sobre o Irã.
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