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Rebeldes houthis atacam refinaria da Aramco na Arábia Saudita

Grupo rebelde do Iêmen reivindicou ataque com drones contra instalação petrolífera em Jazan, elevando tensões na região do Mar Vermelho.

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Foto: NPR World
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09/08 às 06:00 · atualizado 09:31

Pontos principais

  • Rebeldes houthis assumiram a autoria de um ataque com drones contra uma refinaria da Aramco em Jazan, na Arábia Saudita.
  • O Ministério da Energia saudita confirmou um incêndio em uma instalação ligada à refinaria, que foi extinto sem deixar vítimas.
  • O grupo também reivindicou ataques contra o porto de Mocha, no Iêmen, controlado pelo governo reconhecido internacionalmente.
  • Porta-voz houthi afirmou que a ofensiva foi uma retaliação a incursões de drones sauditas no território iemenita.
  • O incidente ocorre em meio a uma escalada de tensões nas rotas marítimas do Mar Vermelho e ameaça o cessar-fogo vigente desde 2022.
  • O cenário de instabilidade regional é agravado por exigências iranianas sobre o Estreito de Ormuz e pressão por produção bélica nos EUA.

O grupo rebelde houthi, sediado no Iêmen, reivindicou a responsabilidade por um ataque direcionado a uma refinaria da gigante petrolífera Saudi Aramco, localizada em Jazan, no sudoeste da Arábia Saudita. A ação, realizada por meio de drones, provocou um incêndio nas instalações que, segundo autoridades sauditas, foi prontamente controlado pelas equipes de emergência sem registrar vítimas. Simultaneamente, os rebeldes também reportaram ataques contra o porto de Mocha, uma área estratégica sob controle do governo iemenita reconhecido internacionalmente. O porta-voz do grupo, Yahya Saree, justificou a ofensiva como uma retaliação direta a incursões aéreas sauditas no Iêmen.

Este episódio ocorre em um momento de crescente instabilidade geopolítica no Oriente Médio, exacerbando as preocupações com a segurança das rotas marítimas no Mar Vermelho e no Estreito de Ormuz. A ofensiva ameaça comprometer o cessar-fogo que vigora no Iêmen desde 2022, elevando o risco de uma nova escalada no conflito regional. Além das tensões locais, o cenário é acompanhado por novas exigências diplomáticas do Irã e por um movimento do Pentágono para acelerar a produção de armamentos na indústria de defesa dos Estados Unidos, refletindo a volatilidade que impacta o setor energético global.

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