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Lucro da Saudi Aramco sobe 33% no 2º trimestre com alta do petróleo

A petroleira estatal registrou US$ 33,4 bilhões em lucro, impulsionada pela valorização da commodity em meio ao conflito no Irã e interrupções no Estreito de Ormuz.

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Foto: Times Brasil
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04/08 às 03:31 · atualizado 13:36

Pontos principais

  • O lucro líquido da Saudi Aramco cresceu 33% no segundo trimestre de 2026, atingindo US$ 33,4 bilhões.
  • A alta nos preços do petróleo compensou a queda no volume de vendas causada por instabilidades logísticas.
  • A empresa contornou o bloqueio no Estreito de Ormuz utilizando o oleoduto Leste-Oeste e o porto de Yanbu.
  • Cerca de 5 milhões de barris por dia foram escoados por rotas alternativas durante o período.
  • A companhia anunciou o pagamento de US$ 21,9 bilhões em dividendos aos acionistas.
  • Aramco afirmou que ataques sofridos em julho não causaram impactos materiais em suas operações.
  • O CEO Amin H. Nasser projeta demanda aquecida até 2027 para recomposição de estoques globais.

A Saudi Aramco reportou um aumento de 33% em seu lucro líquido no segundo trimestre de 2026, totalizando US$ 33,4 bilhões. O desempenho financeiro foi sustentado pela valorização do petróleo bruto e de produtos químicos, que superou os desafios logísticos impostos pelo conflito envolvendo o Irã. A instabilidade na região afetou o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, forçando a petroleira a redirecionar suas exportações através do oleoduto Leste-Oeste e do porto de Yanbu para manter o fluxo de cerca de 5 milhões de barris diários. Apesar de relatos de ataques a instalações em julho, a empresa assegurou que não houve prejuízos materiais significativos às suas operações. O resultado superou as expectativas do mercado, permitindo a distribuição de US$ 21,9 bilhões em dividendos. O CEO Amin H. Nasser destacou que o setor enfrenta um choque de oferta sem precedentes, projetando que a demanda global por petróleo deve permanecer elevada até 2027, impulsionada pela necessidade urgente de recomposição dos estoques internacionais. O cenário de instabilidade geopolítica continua a pressionar os preços da commodity, mantendo a resiliência financeira da companhia sob observação constante de analistas e autoridades globais.

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